“O homem existe em permanente estado de tensão entre o passado e o futuro. A cada momento ele é confrontado com uma decisão”. (R. Bultmann)
Quem nunca ficou tenso por um resultado de uma entrevista de emprego?
Sobre uma resposta de uma pessoa que você conheceu e até agora não retornou?
Quem nunca se viu preocupado com os planos futuros?
Sobre o resultado de uma prova decisiva?
Com o que os outros vão achar de sua apresentação no trabalho?
Estes são sentimentos de preocupações que todos vivemos em nosso cotidiano, mas, quando estes saem do controle e começam a gerar distúrbios em sua vida, pode ser sim um sintoma de uma manifestação de ansiedade.
Ansiedade trata-se de um sentimento de medo, de apreensão de algo vago que causa sentimentos de temor, muitas vezes não identificáveis, de cunho desagradável e tensional por uma situação futura.
Geralmente, todo este processo traz uma sensação de não ter o controle da vida, o que o faz crer que a sua existência está num risco iminente.
Neste momento, a ansiedade torna-se patológica e fonte de padecimentos, interferindo, assim, na qualidade de vida.
Tipos de Ansiedade:
● Ansiedade sinal: são situações sinais que representam perigo, o que desencadeará um sentimento de defesa, com o intuito de se preservar dos excessos de excitações e estímulos presentes;
● Ansiedade real: são situações que se apresentam como reais, as quais exigem uma readaptação;
● Ansiedade automática: são situações que são regidas pelos instintos e que exigem uma reação ao perigo externo ou interno que está prestes a se manifestar;
● Ansiedade paranóide ou persecutória: são situações ameaçadoras, em que se sente medo de algo, com uma sensação de se que está sendo perseguido;
● Ansiedade depressiva: são situações em que se vê na possibilidade de perder algo que se ama;
● Ansiedade hipocondríaca: são situações desencadeada pelo temor de ter ou adquirir uma doença grave e incurável;
● Ansiedade fóbica: é desencadeada na presença de um objeto, um ser que causa medo e ameaça a sua integridade (ex: animal peçonhento).
Principais características:
● Aumento de alergias;
● Contrações musculares como rigidez, espasmos como, por exemplo, dores nas costas;
● Inflamações e sensações de ardores;
● Palidez e tremores involuntários;
● Dormências corporais ou isoladas que impedem a movimentação;
● Fadiga crônica;
● Necessidade excessiva de açúcar, doces, ou chocolate;
● Dificuldade nas fala e expressões verbais;
● Sentimentos de despersonalização, como vazios existenciais;
● Medos em sua ampla gama de manifestações.
Como tratar a ansiedade?
Aqui vemos que a ansiedade trava as possíveis ações e realizações sobre o futuro. Como forma de analisar este fenômeno, buscamos a origem e a sintomatologia do transtorno de ansiedade e seus possíveis fatores desencadeantes.
Galga-se, então, um trabalho pautado na compreensão dos sentidos que você teve e causaram a ansiedade, com o trabalho na sua ressignificação e assimilação de todo o processo de ansiedade, numa eliminação de suas características nocivas e amplificadas.