Perguntas frequentes
Entendo como é exaustivo sentir que, logo que a vida parece dar uma trégua, algo acontece e aquele peso familiar volta a nos envolver. Proponho aqui uma reflexão, uma conversa e uma gentileza que isso merece. Na proposta de trabalho que eu realizo, em Jung, a depressão não é apenas uma "doença" a ser combatida, mas, muitas vezes, um sinal da alma, algo em nós que temos que reconhecer.
Tal intervenção é classificada como a Sombra, isto é, são as nossas partes que temos e que reprimimos, que a sociedade geralmente não aprova, ou que simplesmente doem demais para olharmos de frente. Quando um acontecimento ruim bate à porta, essa sombra, que nunca foi de fato integrada, acorda com força. Ela não está na espreita para nos punir; mas sim, ela está esperando ser ouvida.
Como a clássica frase do Jung, "O que você resiste, persiste." traz uma ideia de como este movimento psíquico age, que, mesmo a tristeza, tem que ser vivida e integrada em nossa personalidade e, enquanto isso não ocorre, mais ela encontra brechas para retornar. O que te deixa depressivo? Com ânimos baixos? Energia baixa? Pensamentos desestimulantes? São temas necessários e importantíssimos para podermos elaborar num processo analítico, em que veremos traços de personalidade, sua história de vida, sua sensibilidade profunda, na busca de uma consciência mais ampla.
O caminho não é vencer a depressão para sempre, mas fazer as pazes com os ciclos da alma, em que existem tais sentimentos e a necessidade de significá-los, vivê-los e encontrar o que nos falta. A alma fala e, quando aprendemos a ouvir, os ciclos podem se tornar menos brutais, mais reveladores.
Sua pergunta toca num ponto muito profundo da alma e vou ser direto com você. Sobre a depressão? Sim. A baixa autoestima pode ser um sintoma de depressão, mas nem sempre é. Na visão junguiana, que trabalho, a autoestima crônica é muitas vezes o grito do seu Self (nosso centro psíquico mais profundo) dizendo que o seu Ego (a imagem que você tem de si mesmo) está muito distante da sua verdadeira essência.
Isto é, podemos ver como um tentar viver uma vida que não é sua, e a baixa autoestima é o cansaço dessa batalha. Se vier acompanhada de apatia profunda, alterações de sono e apetite, ou ideação suicida, aconselho a busca de um profissional da saúde, pois vejo isso como um alerta biológico e emocional que não se resolve só com "força de vontade". Sobre aumentar a autoestima: Não vejo que se aumenta a autoestima com afirmações positivas forçadas ou tentando 'gostar mais de si mesmo'.
Isso é superficial. O que cura, segundo Jung, é o processo de individuação, isto é, o integrar as partes que você rejeita em si mesmo (sua sombra). Na prática direta isso significa: Pare de tentar ser quem você 'deveria' ser. A autoestima não sobe quando você se encaixa em padrões; ela sobe quando você honra suas vontades, mesmo as tidas como estranhas. Como propostas iniciais, faça uma lista do que você sente vontade de fazer, mas tem vergonha de admitir, e comece a fazer pequenas versões disso.
Pare de esperar aprovação externa, pois enquanto você buscar seu valor no olhar do outro, você será refém. Perguntas necessárias não são 'O que os outros acham de mim?', mas sim 'O que a minha alma está clamando para que eu faça agora?' Não é gostar mais de si, é se reconhecer por inteiro, com suas sombras, seus fracassos e sua estranheza; sua história. Quando você para de lutar contra si mesmo e começa a dialogar com suas partes rejeitadas, a autoestima deixa de ser uma preocupação e vira uma consequência natural.
Tem uma certa normalidade mas, não é natural permanecer assim por muito tempo. Do ponto de vista junguiano, em que trabalho, essa tensão constante é um sinal claro de que sua psique está tentando compensar algo que está sendo negligenciado. A ansiedade e o estresse contínuos são a forma que sua alma, estrutura psíquica encontra para dizer que uma parte sua está se sentindo ameaçada, sobrecarregada ou dividida entre quem você é e quem você está tentando ser, num modo que traz muitas dúvidas, inseguranças, cobranças e modos de agir que te deixam paralizado.
Uma reflexão inicial que eu trago é tentar realizar perguntas como, por exemplo, "O que essa tensão está tentando proteger?", "Ou qual parte sua está pedindo socorro?" Vejo que é um bom momento de aproveitar essa reflexão e olhar para isso com cuidado. Ficar no modo alerta o tempo todo não é sustentável. Coloco-me à disposição para refletirmos sobre isso numa possível terapia analítica. Entre em contato e
. Sim, você pode ter ansiedade sem vivenciar a crise aguda. A crise é apenas a erupção visível e enérgica de algo que já habitava em você nas profundezas da sua constituição psíquica, baseada num mecanismo de recalque de sentimentos e vivências que foram experienciadas como traumáticas, de sofrimento e dúvidas. Do ponto de vista junguiano, o qual trabalho, a ansiedade constante, mesmo sem o pico da crise, é um sinal legítimo de que há uma tensão entre o ego e conteúdos inconscientes que buscam ser reconhecidos e vistos como ameaça a constituição do ego.
Não é necessário esperar a crise para validar o que você sente. Se a ansiedade está presente no seu dia a dia e traz uma percepção de constante atenção tensional, uma hipervigilância ou um aperto no peito, isso já é motivo para acolher e investigar. Você não precisa da tempestade para saber que o céu está carregado. Seu mal-estar silencioso já é um chamado à atenção e ao cuidado. Assim,
Esta é uma ótima pergunta! Toca num dilema ético e técnico muito sério na prática clínica. Entendo o desejo por trás da sua pergunta e da sugestão da sua esposa. Há algo de muito bonito e profundo nisso. Do ponto de vista do vínculo, vocês estão buscando uma experiência compartilhada, uma linguagem comum para os desafios do relacionamento. É como se quisessem construir uma ligação mais intensa usando o mesmo profissional, o que demonstra união e um desejo genuíno de se encontrarem no mesmo território psicológico.
Na visão da psicologia analítica de Jung, a qual eu trabalho, o relacionamento é mais do que a soma de duas pessoas; ele é um terceiro elemento vivo, um campo relacional, isto é, a construção de um espaço psíquico entre ambos que são sustentados pelos mesmos e influencia diretamente na constituição de cada presente na relação. Nesse campo, existem dinâmicas inconscientes, projeções e sombras que se atraem e se chocam.
Se o mesmo psicólogo atendesse os dois individualmente, ele estaria, inevitavelmente, imerso nesse campo, em que a mente do profissional se tornaria um recipiente para os conteúdos de ambos os lados da ponte. O grande risco não é a imparcialidade, mas sim a contaminação do inconsciente, numa mistura que não seria saudável para nenhum componente da relação humana estabelecida. Na terapia individual, o psicólogo precisa estar livre para ser completamente tomado pela psique daquela pessoa, para entender o mundo a partir dali.
Se ele já ouviu a versão da outra parte, essa liberdade se perde. Ele pode começar a fazer interpretações baseadas no que sabe do outro, mesmo não querendo, e não no que emerge unicamente daquela psique. Assim, vejo que a neutralidade necessária para o mergulho individual de cada um fica comprometida, pois o psicólogo já carrega o peso do segredo e da história do outro. Aqui, então, é aconselhado que cada um escolha um terapeuta para si, para a jornada pessoal e, depois, procurarem juntos um terapeuta de casal, com o intuito de fortalecer cada indivíduo e, posteriormente, a relação, com o cuidado certo em cada lugar.
É uma dúvida muito importante e sensata, que demonstra cuidado com o processo terapêutico e com as relações familiares. Do ponto de vista da psicanálise, de um modo geral, não é recomendado que o mesmo psicólogo atenda duas pessoas da mesma família. Isso se deve a alguns princípios fundamentais que visam proteger a integridade do processo terapêutico de cada um. A psicanálise trabalha com o conceito de transferência, que é quando a pessoa projeta para o psicólogo sentimentos, expectativas e conflitos que eram originalmente dirigidos a figuras importantes de sua vida como, por exemplo, pais, irmãos ou cônjuges.
Para que isso possa ser analisado e compreendido de forma clara, o psicólogo precisa manter uma neutralidade e foco no discurso do paciente. Se ele atende dois irmãos, por exemplo, ele se torna um personagem na história de ambos, o que pode confundir e contaminar esse processo. Com quem ele está aliado? O que um fala sobre o outro? Isso se torna um grande empecilho e causará distorções dentro do processo psicanalítico.
Outro ponto importante é a base de confiança e sigilo dos assuntos abordados, em que a sala de terapia é um espaço sagrado de confidencialidade. Tudo o que é dito ali é estritamente sigiloso. Se o psicólogo atende duas pessoas da mesma família, mesmo que guarde absoluto segredo, pode surgir nos pacientes a angústia e a dúvida como, "Será que o que eu falei vai influenciar a visão que ele tem do meu familiar?", "Eles vão conversar sobre mim?".
Esse receio, mesmo que inconsciente, pode fazer com que a pessoa se censure e não se sinta totalmente segura para explorar seus sentimentos mais profundos, incluindo possíveis mágoas ou conflitos com aquele familiar. Assim, o mais indicado em situações com essas características é que cada pessoa tenha o seu próprio psicólogo. Dessa forma, todos os princípios que mencionei são preservados. Espero ter conseguido esclarecer a sua dúvida e
Entendo o quanto esses pensamentos são perturbadores e como geram desconforto. Na visão junguiana que trabalho, vejo que os conteúdos intrusivos frequentemente representam aspectos da sombra, isto é, partes de nós mesmos que foram reprimidas ou negadas, e que agora buscam atenção. Numa forma de reflexão inicial, observe sem se identificar, isto é, em vez de tentar eliminar os pensamentos, o que gerará mais ansiedade, pratique observá-los como nuvens passageiras.
Você não é seus pensamentos, você é a consciência que os testemunha, os vivencia em toda a sua constituição humana. Outro ponto interessante, é observar os sintomas físicos, psíquicos e emocionais da manifestação. Jung diria que todo sintoma tem uma intenção. Aqui, faça perguntas como "O que vocês estão tentando me dizer? O que foi que ignorei e agora precisa ser visto?" A ansiedade é, às vezes, um mensageiro, algo que traz um conteúdo que precisa ser visto o mais rápido possível, compreendido e depois integrado.
Valide a sua experiência como única e de suma importância, em que se oferece significado psicológico profundo e dão passos práticos imediatos. Trago um convite para termos um processo analítico, com o intuito de analisarmos estes questionamentos paralisantes, de sofrimento e ressignificá-los, num movimento evolutivo e de bem-estar seus.
Entendo que buscar ajuda para a ansiedade é um passo corajoso e importante. Na perspectiva junguiana, a ansiedade não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas muitas vezes um chamado da psique, um sinal de que algo profundo busca atenção e integração. Veremos e buscaremos nas suas falas, nas suas histórias, compreender as raízes inconscientes da ansiedade, explorando conflitos internos, padrões repetitivos, sonhos e simbolismos.
O objetivo não é só aliviar o sintoma, mas promover um processo mais amplo de autoconhecimento e individuação, onde a ansiedade pode se revelar como guia para aspectos negligenciados de si mesmo. Trago uma proposta de intervenção, numa busca de uma relação terapêutica que te traga acolhimento, compreensão e segurança para se manifestar em sua totalidade psíquica e na ressignificação de sintomas e vivências num modo fluido e evolutivo para você. Valorizaremos os símbolos, os sonhos e a busca de sentido, num caminho muito rico e integrativo. Fico no aguardo do seu contato,
Esse é um questionamento muito presente na prática clínica, o que revela a sua importância. Vejo total sentido na sua descrição de sintomas, em que este é um fato não é apenas possível, mas uma experiência profundamente humana para quem vive com a ansiedade. O que você sente faz sentido. Não é loucura, nem frescura, e você não está "errado" por agir assim. É uma tentativa do seu psiquismo de se proteger, pois há uma percepção de que as pessoas e até mesmo a rua da sua casa se tornaram fontes de um perigo imenso e difuso, mesmo quando não há uma ameaça lógica e concreta.
Sair de casa ou encontrar alguém pode significar se expor a situações que você não consegue prever ou controlar e, para a ansiedade, o imprevisível é uma grande fonte de medo. O isolar-se, então, vira um refúgio, numa tentativa de desligar esses alarmes, de encontrar um lugar onde você se sinta, minimamente, no comando e seguro. É um abrigo contra um mundo que se tornou grande demais, barulhento demais, exigente demais.
O sofá, o quarto, a casa, se transformam em uma concha protetora. Outro ponto observável, é um sentimento de medo do contato e do julgamento, em que o olhar do outro é uma ameaça, perigo ou de não corresponder as expectativas alheias. Esse medo é tão grande que o encontro com o outro deixa de ser um prazer e se torna uma provação. Evitar as pessoas é, então, evitar a possibilidade desse sofrimento.
Vejo umas possibilidades: o que aconteceu em sua vida, aspectos traumáticos que trazem a execução destas ações? Do que você tem medo de perder o controle no futuro e sobre os impulsos internos? Aqui, é fundamental entender que o isolamento não é uma escolha consciente ou um capricho. É um sintoma, um sinal de que algo não vai bem no funcionamento psíquico. O isolamento é um sintoma de uma dor na alma.
E como todo sintoma, ele tem uma função: comunicar um sofrimento e, paradoxalmente, tentar proteger o indivíduo de um sofrimento ainda maior. Trago, assim, a proposta de você procurar um profissional da saúde, com o intuito de entender o que esse sintoma quer dizer. O que esse medo de sair e de se relacionar está tentando proteger? Qual é o perigo interno ou externo que parece tão iminente?
Nesse espaço de segurança analítica, é possível ir reconstruindo a ponte entre o seu mundo interno e o mundo externo, para que um dia, sair de casa possa ser, novamente, uma possibilidade e não uma ameaça. Coloco-me à disposição para esse cuidado e essa compreensão. Entre em contato comigo, vamos conversar e
Excelente pergunta! Vejo aqui uma busca de autoconsciência, em que é extremamente comum e, na verdade, um dos sintomas centrais tanto da ansiedade quanto da depressão. Na verdade, é um dos sintomas mais típicos quando a ansiedade e a depressão andam juntas, em que a ansiedade gasta toda a sua energia mental com preocupação e tensão. É como se o seu cérebro estivesse processando informações o tempo todo.
Já na depressão, por sua vez, afeta diretamente os centros de prazer e motivação do cérebro, fazendo com que as coisas que antes pareciam interessantes ou importantes agora pareçam irrelevantes ou cansativas demais. Não é preguiça e nem falta de caráter. É o seu cérebro exausto do alarme constante (ansiedade) e com o 'combustível' da motivação em falta (depressão). Essa foi uma breve introdução em que o primeiro passo é reconhecer isso, como você está fazendo, e o próximo é buscar ajuda profissional para aprender a administrar essas vivências tão presentes na constituição humana e no nosso cotidiano.
Compreendo que essa pergunta surge de uma preocupação genuína, talvez de uma observação em si mesmo ou em alguém querido. É uma questão muito atual e que toca num ponto sensível da nossa existência moderna. Do ponto de vista da psicologia junguiana, vejo que devemos uma exploração do que essa conexão excessiva com a tecnologia pode representar no universo simbólico da nossa psique.
O sofrimento humano é complexo e buscar entender as possíveis causas e não se culpar apenas a relação com os aparelhos, mas de compreender a dinâmica que se estabelece entre nós e eles. Vejo que a psique busca constantemente um equilíbrio entre os opostos. O mundo dos aparelhos eletrônicos nos conecta com o mundo exterior, isto é, a informação, o coletivo, o social. No entanto, o uso excessivo pode criar um desequilíbrio, num estado de hiperconectados com o exterior e no risco de perder a conexão com o nosso mundo interior.
Onde fica o espaço para o tédio criativo, para a introspecção, para ouvir a voz da nossa alma? A depressão, nesse sentido, pode ser vista como um grito da psique que foi silenciada por estímulos externos constantes. É como se ela dissesse: "Pare. Desligue. Precisamos conversar." Outra intervenção que trago é que os aparelhos eletrônicos e as redes sociais são excelentes telas para projetarmos nossa sombra (nossos aspectos, partes de nós que não queremos reconhecer e recalcamos numa exposição social).
A busca incessante por validação em "curtidas" podem ser a projeção da nossa própria falta de autoestima. A comparação constante com a vida "perfeita" dos outros alimenta a nossa insegurança, impotência e a sensação de inadequação, que são terrenos férteis para sintomas depressivos e projetivos de nossa sombra. Não é a máquina que causa a depressão, mas o conteúdo psíquico que depositamos nela e que ela nos devolve amplificado, isto é, a função que damos aos instrumentos eletrônicos.
Para finalizarmos a reflexão, o passar horas rolando a tela nos afasta do contato com experiências verdadeiramente simbólicas como, por exemplo, o silêncio de um por do sol, o contato profundo com outra pessoa, a criação artística, o contato com a natureza. Perdemos sentidos neste ponto, em que surge como sintomas a depressão que, frequentemente, traz uma crise de sentido. Quando nossa vida é preenchida apenas por estímulos superficiais, o vazio existencial pode se manifestar como apatia, tristeza e falta de energia – sintomas clássicos da depressão.
Com essa breve reflexão, vejo que a jornada de cura pode envolver, sim, criar limites conscientes com a tecnologia, e sobre como redescobrir o que traz sentido, o que nutre a alma para além da tela. Convido para um caminho de uma terapia, uma conversa profunda em que buscaremos refletir sobre os seus questionamentos e conteúdos que possam trazem sofrimento, numa ressignificação que movimenta a sua vida num sentido saudável e evolutivo integral. Fique bem e
Entendo que essa pergunta vem de um lugar de busca por compreensão e na busca de um certo alívio. É muito corajoso da sua parte buscar respostas para esses fenômenos internos que podem ser tão assustadores e trazem sofrimentos e questionamentos. De uma perspectiva junguiana, a qual trabalho, não é apenas normal, mas também um fenômeno compreensível e até significativo dentro do contexto da psique em desequilíbrio.
A ansiedade é como um sistema de alarme interno que dispara constantemente. Quando esse alarme está hipersensível, a mente começa a vasculhar o ambiente (interno e externo) em busca de perigos, na tentativa de recuperar o controle. Os pensamentos perturbadores são, muitas vezes, o produto dessa busca desenfreada. Eles são a forma que a sua mente encontrou de tentar se preparar para o pior cenário imaginável, numa tentativa de se proteger.
Carl Gustav Jung nos oferece uma lente ainda mais profunda para entender esses pensamentos, em que via a psique como algo muito maior do que apenas a nossa consciência individual. Para ele, além do nosso inconsciente pessoal - onde guardamos nossas memórias e experiências reprimidas - existe o inconsciente coletivo, uma camada mais profunda compartilhada por toda a humanidade, repleta de imagens e padrões universais, manifestações da sombra (o lado da nossa personalidade que desconhecemos, que reprimimos e que consideramos inaceitável).
A ansiedade enfraquece as defesas do ego, da nossa consciência, em que os conteúdos da sombra (raiva, violência, medo de perder o controle, desejos "proibidos") podem escapar na forma de pensamentos intrusivos. Não é que você queira realizá-los; a psique está apenas mostrando a você uma parte sua que foi negligenciada e está pedindo para ser integrada e este processo de integração aparecem sintomas de ansiedade como uma forma de ação.
Vejo, como uma forma ilustrativa e inicial é não tentar eliminar esses pensamentos com força de vontade, pois isso geralmente os fortalece. Observe sem julgamento o pensamento e, quando este vier, tente não entrar em pânico nem se identificar com ele. Diga a si mesmo: "Isto é apenas um pensamento. É um convidado, não o dono da casa. É um sintoma da minha ansiedade atual, não um desejo meu, identificando, dando um rosto ao medo.
Você poderia, num momento de calma, escrever o pensamento e perguntar a ele: "O que você veio me mostrar? Do que você está tentando me proteger? O que você precisa que eu veja sobre mim mesmo?" Esses pensamentos podem ser avassaladores para se lidar sozinho, em que, muitas vezes, é necessário um auxílio profissional. Coloco me em plena disponibilidade, num oferecimento de um espaço de respeito e seguro para você explorar esses conteúdos sem medo, ajudando você a construir um ego mais forte para dialogar com as forças do inconsciente. Fique à vontade para entrar em contato comigo e fico no seu aguardo.
Primeiramente, vamos respirar um pouco juntos antes de começarmos com uma forma de acalmar os pensamentos, as sensações e emoções. Vejo a ansiedade vista como um chamado da psique, um sinal de que algo em nosso inconsciente está buscando atenção. Na proposta de Jung, a qual eu trabalho, a ansiedade pode ser a sombra batendo à porta, isto é, identificarmos aspectos de nós que reprimimos ou ignoramos e que agora pedem para ser integradas na nossa personalidade.
Assim, quando a crise vem, o corpo entra em estado de percepção real de alerta, como se houvesse um perigo iminente. Contudo, muitas vezes, esse perigo é interno como, por exemplo, um conflito não resolvido, uma emoção engolida, uma parte sua que clama para ser ouvida. Como proposta de uma reflexão inicial, acolha a ansiedade como uma mensageira, isto é, ao invés de lutar contra ela, tente elaborar internamente: "Estou sentindo ansiedade agora.
O que você quer me dizer?" Isso não resolve a crise imediata, mas cria uma abertura para que a energia não fique presa e traga uma possibilidade de reflexão e integração. Outra proposta é reconhecer, registrar imagens simbólicas que surgem nesses momentos, em que Jung valorizava os símbolos, as suas ligações entre a psique e o corpo numa só conexão e retroalimentação. Uma ação inicial é respirar com profundidade, com o intuito de desacelerar o sistema nervoso.
Enquanto respira, imagine que está trazendo luz para as áreas tensas do corpo e a busca de relaxar a si própria na integralidade. Lembre-se: isso também passará, numa percepção da importância de suportar a tensão dos opostos, em que a ansiedade é um polo; a calma é o outro. No meio, existe um espaço sagrado onde você pode observar, aprender e estar consigo num cuidado próprio. Com essa possibilidade inicial, trago a proposta de aprofundar tais vivências, numa investigação das raízes profundas dessas manifestações.
Você não está só nessa jornada, entre em contato e veja que trazer essa experiência para uma reflexão já é uma busca, uma disposição de buscar formas de se acalmar, de cuidar se num ato de coragem e cuidado consigo mesmo.
Pergunta profunda e importante que você traz, em que percebo uma busca genuína na compreensão, não apenas o fenômeno do bullying, mas a dimensão humana de quem o vivencia. Aqui vejo um ponto muito positivo para avaliarmos: isso demonstra sua sensibilidade para enxergar além dos comportamentos, alcançando a pessoa que sofre. Na análise existencial, ao olhar para a experiência da vítima de bullying, observa se a revelação de uma ferida que atinge camadas muito profundas do ser.
Não se trata apenas de dor psicológica ou sofrimento emocional, mesmo existindo isso dentro do fenômeno, mas de um abalo na própria estrutura de como a pessoa experiencia a si mesma e o mundo, em que o bullying fere a tríade fundamental da existência humana. Isto é, a confiança no mundo, em que vítima começa a experienciar o ambiente escolar, social ou profissional não como um lugar de acolhimento, mas como território hostil onde a ameaça pode surgir a qualquer momento.
O segundo tópico é o mundo, em que este deveria ser um palco de encontros significativos, transforma-se em campo minado, de percepção de riscos, de insegurança e destrutividade. O terceiro ponto essencial da proposta existencial é a liberdade. Esta, gradualmente, restringe a pessoas de se manifestar, aprende que certas características suas precisam ser escondidas para garantir segurança.
Há um encolhimento do ser, uma negociação dolorosa onde autenticidade cede lugar à sobrevivência. Aqui, prejudica se umas das principais formas de evolução humana: as relações sociais, humanas, em que estas poderiam ser fonte de nutrição existencial, tornam- se ameaçadoras. A vítima carrega não apenas as marcas das agressões, mas a solidão de se sentir radicalmente diferente, como se houvesse algo fundamentalmente errado consigo mesma, num mecanismo de introjeção que restringe os seus contatos com terceiros, trazendo um isolamento e deficiências de traços evolutivos de sua integralidade como pessoa.
A análise existencial nos ajuda a compreender como a vítima pode, silenciosamente, começar a confirmar para si mesma a mensagem que o agressor transmite, isto é, "talvez eu realmente mereça isso, talvez haja algo de errado comigo", em que a repetição desta violência cria raízes distorcidas na autoimagem, transformando o que era agressão externa em uma voz interna de autodesvalorização.
Dentro de um ambiente terapêutico, buscaremos estas vivências históricas e afetivas, mesmo nas circunstâncias mais dolorosas, com o intuito de trazer o potencial de ressignificar se, de reconstruir sua relação consigo mesma e com o mundo. Faço um convite:
Vejo tal pergunta como um fato recorrente em nosso cotidiano, o qual temos que dar uma atenção especial na luta para diminuí-lo na presença social, pois se trata de uma situação abusiva e com necessidade de combatê-la. Na análise existencial, o bullying é compreendido como um fenômeno relacional que expressa modos distorcidos de estar-no-mundo, como o envolvimento de questões de identidade, pertencimento, liberdade e sentido.
Não se trata apenas de um comportamento agressivo isolado, mas de uma configuração existencial que envolve agressor, vítima e contexto. É válido, assim, analisarmos como pode ser uma compreensão clínica do agressor, em que, na perspectiva existencial, a agressividade pode emergir como resposta compensatória a sentimentos de vazio, insegurança ontológica ou ameaça à identidade. O bullying pode funcionar como tentativa de afirmação de poder diante de vivências de impotência, defesa contra angústias existenciais não elaboradas e busca de pertencimento por meio da dominação.
Trago também, o diálogo com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, em que há a frequente exposição e projeção do mecanismo da sombra, isto é, conteúdos psíquicos rejeitados, recalcados pelo sujeito e que são projetados no outro, especialmente quando o outro encarna características que evocam fragilidades inconscientes. Com essa descrição, temos um básico do comportamento clínico do agressor e, agora, uma possível compreensão clínica da vítima.
A vítima de bullying pode apresentar características como o comprometimento do sentimento de pertencimento, a fragilização da autoimagem e da identidade, vivências de vergonha, humilhação e isolamento, ansiedade social e retraimento existencial. Buscaremos, com essas manifestações, ações para oferecer um espaço de validação da dor, da história do agredido e reconstrução do sentido, com intervenções que buscarão diferenciar a identidade da pessoa das agressões sofridas, fortalecer a autonomia existencial e ressignificar a experiência traumática como parte, mas não totalidade, de sua história. Trouxe aqui uma pincelada sobre o tema tão em evidência e, para futuras dúvidas, entre em contato comigo pelos meus meios de cominicação.
Pergunta prática e muito interessante. Vejo a ansiedade como um excesso de energia psíquica que não encontra uma vazão adequada, em que esporte, nesse contexto, não é apenas um 'queimador de calorias', mas um poderoso ritual de integração e que auxilia a aterrar a energia, isto é, um retorno ao corpo, que é a nossa âncora no mundo real. Jung dizia que 'a alma precisa de um corpo para operar no mundo'.
Outro ponto que vejo com muito benefício a prática esportiva é para criar um ritual, em que a prática regular se torna um ciclo de sagrado, de autocuidado. Ele estrutura o caos interno, oferecendo uma previsibilidade segura em meio à tormenta da ansiedade. Vejo esportes de aterramento e conexão com o Interior como o Ioga, artes marciais e Tai Chi Chuan. São poderosos para começar, pois eles trabalham a respiração e o movimento consciente.
Praticar Ioga é como fazer uma 'oferenda' ao seu corpo, pedindo para ele entrar em diálogo com a sua mente. O Tai Chi, com seus movimentos lentos e fluidos, é uma meditação em movimento que acalma uma energia interna agitada. Na parte de ritmo e descarga controlada vejo corrida e natação, em que, no primeiro, há especialmente em contato com a natureza - em parques, por exemplo - que trazem um efeito hipnótico e meditativo.
O ritmo constante dos pés no chão ou das braçadas na água funciona como um *mantra* físico. É uma forma de canalizar a energia ansiosa para um propósito, dando a ela um ritmo seguro. Para finalizar, vejo as artes marciais em geral como integradoras, isto é, para quem tem uma ansiedade que vem acompanhada de irritação ou medo. São fantásticas! Elas nos ensinam a usar a energia do outro/do conflito a nosso favor, num aprendizado a integrar essa força de forma disciplinada e respeitosa.
Fica uma reflexão de qual esporte ressoa mehor com você, aquele que, ao praticar, você sinta que não está apenas matando a ansiedade, mas sim transformando-a em movimento, força e autoconhecimento. Ouça seu corpo: ele quer fluir (Tai Chi), ele quer ritmo (corrida) ou ele quer um desafio mais direto (arte marcial)? Permita-se essa jornada de redescoberta através do movimento. E lembre-se: o corpo é o templo da psique, e cuidar dele é uma forma sagrada de cuidar da sua alma, de sua integralidade.
O que você descreve é uma ação com recorrência e de muita importância para elaborarmos. A dificuldade de falar pessoalmente, enquanto se expressa bem por escrito, sugere que há um afeto, uma carga de emoção, intensa que trava a fala na presença do outro. O medo da própria feminilidade aponta para uma possibilidade de conflito interno em relação a um aspecto fundamental da sua identidade.
Esse medo da sua própria feminilidade soa como um sofrimento profundo, como se houvesse uma parte de você que precisa ser contida ou escondida. O travar aqui é visto como um sinal, em que o travar não é uma falha sua, mas um sintoma, isto é, a manifestação de algo que tenta se manifestar de uma forma que não sai completa, é a ponta de um iceberg, um sinal de algo no inconsciente que precisa ser significado.
Possivelmente um conflito, uma memória, um desejo ou um medo está tentando ser expresso e, ao mesmo tempo, contido. A psicanálise trabalha justamente para decifrar a linguagem dos sintomas, os motivos que te levaram a bloquear essa manifestação que te traz esses questionamentos. Um ponto que podemos começar a olhar é a escrita como pista. Que facilidades ela te traz? Como usar essa facilidade nas redes sociais a seu favor?
Essa escrita pode ser utilizada como o início de uma reflexão, de uma análise, um primeiro passo valioso para conectar-se com seus pensamentos e sentimentos de forma mais livre. Outro ponto de muita importância aqui é o medo da feminilidade. Esse é um ponto central na análise. "O que, especificamente, a feminilidade causa medo?", "Que mensagens você internalizou sobre como uma mulher deve ou não deve ser?", "Com quem ou com que situações passadas esse medo está associado?".
O objetivo não é eliminar a feminilidade, mas entender a origem desse conflito para que, aos poucos, você possa se reconhecer e se habitar de forma mais inteira e menos assustada. Trouxe aqui uma ilustração do trabalho analítico que poderemos realizar, uma investigação profunda para entender "por que" a sua fala trava e “o que” o seu medo da feminilidade está tentando proteger. Elaboraremos uma busca de um autoconhecimento que visa, no final, restituir a você a autoria da sua própria história e da sua forma de se expressar. Fico no aguardo do seu contato e
Não! O bullying em si não tem um sentido ou propósito válido. Ele é uma expressão de sofrimento, uma acting out de conflitos internos não resolvidos do agressor, os quais são projetados num terceiro e causando sofrimentos neste. É profundamente doloroso e confuso passar por essa experiência. O que podemos encontrar não é um sentido no bullying, mas sim um sentido no sofrimento que ele causa, em que temos uma oportunidade, ainda que injusta e difícil, de compreender e ressignificar marcas emocionais.
O agressor vê o bullying com um foco na vítima em si, numa projeção. O agressor coloca na vítima aspectos seus que ele rejeita ou não suporta em si mesmo como fraqueza, insegurança, medo, impotências. Para aliviar esse conteúdo tensional, ataca o outro, num movimento destrutivo, numa tentativa distorcida de se livrar de seu próprio sofrimento interno. Portanto, vemos que é um sentido baseado no patológico, numa defesa frágil contra a própria angústia, sofrimento.
Já no lado da vítima, o sofrimento vivido pode, no espaço terapêutico, ganhar um novo significado, em que observamos a nomeação da agressão, ver os motivos, compreender que a violência sofrida não foi culpa ou mérito seu, mas uma projeção do outro. Elaboramos a ferida causada por esta ação destrutiva e invasiva do agressor, trabalhar a humilhação, a raiva e a diminuição da autoestima, transformando-as em experiência e não apenas em traumas.
Fortalecermos a subjetividade, com a descoberta de recursos internos e uma identidade que vai além do lugar de vítima que lhe foi imposto. O bullying não tem um sentido a ser encontrado, é uma atividade destrutiva em si, mas o sofrimento que ele gera pode ser elaborado e ressignificado.
Vejo a impulsividade como uma compreensão de um sintoma manifesto, o qual retrata a perspectiva psíquica do indivíduo no presente momento, um sinal de que algo no mundo interno está pedindo para ser escutado numa forma rápida intensa. Ela atua como uma solução imediata, porém falha, para um conflito psíquico inconsciente. Provavelmente está ligada à descarga de afetos insuportáveis no momento, em que a impulsividade pode ser uma tentativa de liberar uma tensão interna como uma angústia, raiva, medo, vazio.
Estas se acumulam e se tornam intoleráveis para a psique. O ato impulsivo esvazia momentaneamente essa pressão. Outro tópico que aparece muito é na forma encontrada de contornar um conflito em que, muitas vezes, encontramos situações onde desejos, medos ou regras internas entram em choque. Assim, a impulsividade pula a elaboração desse conflito, gerando uma ação que, simbolicamente, tenta resolvê-lo de forma mágica e rápida.
Trago perguntas para refletirmos, ao invés de se culpar pelo ato impulsivo, podemos olhar para ele com desejo de solução, de relacionarmos sobre as ações impulsivas. "O que essa urgência estava tentando calar? Que emoção ou memória era grande demais para ser contida naquele momento?" O trabalho na clínica analítica consiste justamente em deciframos, juntos, essas mensagens e integrá-las à experiência da pessoa.
Ao dar palavras ao que se expressa pelo ato, a impulsividade perde sua força e pode ser substituída por uma escolha mais consciente e livre. Em resumo, o sentido por trás da sua impulsividade é provavelmente a expressão de um sofrimento que ainda não encontrou palavras. Aqui, proponho trabalharmos juntos tais pontos, numa análise que oferece o espaço para que essas palavras possam surgir. Estou no aguardo do seu contato e
Eu vejo a presente pergunta como uma forma de reposicionarmos o que compreendemos sobre a aplicação de técnicas diretas e concretas no campo do TOC, mas sim de elaborarmos formas de trabalho de escuta e interpretação que visem os significados inconscientes por trás dos rituais e pensamentos. Na psicanálise, visão clínica que trabalho, o TOC é compreendido como uma manifestação de um conflito psíquico inconsciente.
Os rituais e pensamentos obsessivos são uma solução defensiva que a mente encontra para lidar com angústias, desejos e impulsos percebidos como ameaçadores, inaceitáveis e sem significados a serem compreendidos pela consciência. Não se aplica uma técnica no sentido de um exercício prescritivo. O trabalho ocorre por abordagens focadas, por exemplo, na associação livre, na transferência, isto é, na observação de como os padrões de relacionamento e conflitos se repetem na relação com o analista, tornando-os passíveis de análise e interpretações dos conteúdos apresentados.
Busca se decifrar o significado simbólico dos sintomas, das falas e dos sonhos, ligando-os à história de vida e aos desejos do sujeito. Foca se no objetivo de compreender as origens e funções do sintoma, a energia psíquica antes rigidamente canalizada para os rituais possa ser gradualmente liberada, permitindo que a pessoa investe em outras áreas da vida, ampliando, por consequência, sua visão de mundo.
A ampliação da visão de mundo não será um treinamento, mas uma conquista interna da sua estrutura psíquica que surge à medida que a angústia perde sua força e a vida ganha novos significados, para além da necessidade de controle. Trouxe aqui um breve comentário sobre o TOC em psicanálise e, caso precise saber deste e demais outros questionamentos, coloco-me à disposição para conversarmos, elaborarmos juntos seus questionamentos.
Dúvida constante e essencial ser esclarecida para que você possa ter as suas necessidades atendidas. A principal diferença está na formação académica e, consequentemente, na abordagem que cada profissional utiliza para tratar os problemas de saúde mental. O psicólogo tem formação em Psicologia, com casos de formação de Bacharel em Psicologia também, uma licenciatura que duram, em média, de 4 a 5 anos, com o foco da formação no comportamento humano, emoções, processos mentais, desenvolvimento da personalidade e relações interpessoais.
Como abordagem de trabalho, foca se na psicoterapia, baseada em conversas estruturadas. O psicólogo ajuda o paciente a compreender os seus pensamentos, sentimentos e comportamentos, a desenvolver estratégias de coping, formas de lidar com os problemas e a promover mudanças positivas. Utiliza técnicas baseadas em correntes psicológicas, como a psicologia cognitivo-comportamental, psicanálise, humanista, entre outras.
Não pode prescrever medicações. Na psiquiatra, a formação Académica é em Medicina, 6 anos, seguida de uma especialização em Psiquiatria, cerca de 4 a 5 anos. O foco da formação está na biologia, na neuroquímica do cérebro e no diagnóstico de doenças mentais, em que a abordagem principal é o diagnóstico médico de transtornos mentais e o tratamento farmacológico, a prescrição de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos.
A sua abordagem é fundamentalmente biológica e médica, em que vê a doença mental como um desequilíbrio químico ou funcional do cérebro. O tratamento visa estabilizar os sintomas através da medicação, em que é essencial para condições mais graves como esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão maior severa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) grave. Algo que sou completamente a favor e
No trabalho clínico que eu realizo, acredito que a questão não é sobre acreditar no sentido racional, mas sobre a função que a superstição exerce no psiquismo da pessoa. O TOC supersticioso não acredita na superstição como uma verdade factual, mas age como se acreditasse. O ritual ou o pensamento supersticioso é uma formação de compromisso, embasada numa solução defensiva e falha para lidar com uma angústia interna profunda, geralmente ligada a pensamentos ou desejos inconscientes considerados inaceitáveis, com conteúdos agressivos, sexuais, imorais, por exemplo.
O pensamento mágico do TOC tenta controlar simbolicamente um perigo interno, projetando-o para o mundo externo. Vejo questionamentos necessários para começarmos a olhar para esse ponto, com perguntas que buscam ir além do conteúdo da superstição e focar na experiência subjetiva da pessoa. Exemplos iniciais são "Quando o pensamento supersticioso surge, é como uma certeza absoluta de que algo ruim vai acontecer, ou é mais uma sensação avassaladora de medo e dúvida que você sente que precisa neutralizar?".
Aqui, um exemplo da função do ritual e possíveis associações fantasiosas. "Se por um instante você pudesse não realizar o ritual, o que você temeria que pudesse acontecer? O que isso impediria ou causaria?". O TOC se caracteriza muito pela intensidade da origem da Angústia, "Além do alívio momentâneo, o que mais o ritual ou o pensamento tenta proteger você?, "Contra que sentimentos ou ideias ele serve de barreira?” Associações sobre a história de vida, como se formou o TOC em suas vivências, "Se olharmos para a sua história, em que outros momentos da sua vida você sentiu uma necessidade forte de controle ou de se proteger de algo que considerava perigoso?" Vejo que a psicanálise compreende o TOC supersticioso não é sobre a superstição em si, mas sobre o uso do pensamento mágico para tentar dar uma resposta, mesmo que dolorosa, a um conflito psíquico inconsciente. A pergunta deixa de ser de um simples "Você acredita?" para um "De que sofrimento esta crença tenta te salvar?".
Trarei aqui uma visão da abordagem clínica que trabalho, a psicanalítica. Vejo que a ansiedade não é uma simples causa, mas um sinal de que algo importante do mundo interno está ameaçado e, nesse caso, a visão de túnel traz características de ansiedade intensa, a qual visa funcionar como um mecanismo de defesa. A psique, para se proteger de um conflito ou desejo inconsciente considerado perigoso, estreita drasticamente o foco da consciência.
É como se a mente, incapaz de elaborar a ameaça total, se concentrasse em um único ponto como uma preocupação específica, um sintoma para não enxergar o panorama mais amplo e amedrontador que está por trás, que sente realmente. Isto é, a visão de túnel não é um efeito colateral da ansiedade, mas sua função primordial em certos momentos para tentar limitar a compreensão da mente sobre todo o questionamento que, por enquanto, está sem sentido, sem um direcionamento para uma integração na consciência.
É interessante realizar perguntas para uma compreensão inicial como, por exemplo, "Quando a ansiedade aperta e tudo ao redor some, no que exatamente seus pensamentos se fixam?, "O que essa visão de túnel impede que você veja ou sinta?", "Se você pudesse parar e olhar para os lados, para o que a visão de túnel a protege?", "O que poderia ser tão avassalador que é mais seguro focar em apenas uma coisa?", "Que pensamento ou sentimento, se viesse à tona agora, seria tão intenso que a mente preferiu trancafiá-lo, deixando a ansiedade como guardiã?".
Aqui são princípios ilustrativos de como iniciamos, provavelmente, um processo analítico, com perguntas que trarão um olhar para o seu questionamento e que, juntos, buscaremos realizar um trabalho essencial para o seu desenvolvimento humano integral. Fique bem e
Pergunta que vemos uma demanda clara de uma expressão do investimento libidinal (a energia psíquica) da pessoa. A questão não é eliminar o hiperfoco, mas entender seu significado e aprender a direcionar sua força. O hiperfoco muitas vezes surge como uma ilha de controle e prazer em um mundo de estímulos dos mais variados que compõem a vida da pessoa. Interessante realizarmos perguntas que nos coloque em ação reflexiva, "O que esse foco protege?", "O que ele permite não pensar ou não sentir?", em que colocamos a energia psíquica em movimento produtivo, acolhendo essa função e não combatê-la.
Vejo possibilidades de análise, com intervenções como "O que é que te captura completamente nessa atividade? É a sensação de domínio, a imersão, o desafio, ou algo mais?", perguntas de análise de comportamento como "Como você se sente antes, durante e depois de um período de hiperfoco?", em situações de limites de momentos, "Percebe se o hiperfoco surge mais em momentos específicos, como uma fuga de alguma ansiedade ou tarefa difícil?" e associações de temas de sua vida "Que consequências esse mergulho intenso tem trazido para outras áreas da sua vida que também são importantes para você?" Para finalizarmos, vejo que o caminho produtivo não é lutar contra o fenômeno do hiperfoco, mas sim aprender a navegar ele de uma forma construtiva, evolutiva.
Proponho aqui um processo analítico, em que buscamos auxiliar você a compreender os mecanismos que você buscou a significação do fato, o que existe por trás do seu funcionamento, para que você mesmo possa se tornar o autor e diretor de sua própria energia, e não apenas seu espectador. Para tal, coloco-me à disposição para elaborarmos este e outros temas do seu interesse, dentro de um ambiente seguro, ético pautado no seu bem-estar.
Reflexão comparativa bem interessante de abordarmos. Vejo um ponto central nesta diferença: a relação do sujeito com o seu desejo e no lugar que o objeto ocupa em sua psique. Um interesse saudável é integrado à vida, traz prazer, evolução e enriquecimento. A pessoa mantém a liberdade e o domínio sobre ele. Numa hiperfixação é comum a pessoa agir com o comportamento de que o objeto que tampa um vazio ou aquieta uma angústia existente, isto é, o sujeito é tomado por essa atividade, que se torna compulsiva e restritiva e, muitas vezes, em detrimento de outras áreas da vida.
É um funcionamento que pode estar a serviço de uma fobia do desejo ou de uma tentativa de controle da ansiedade. Interessante fazer umas perguntas que promovam a reflexão como, por exemplo, "Este interesse amplia sua liberdade e suas escolhas, ou ele parece comandar sua rotina, como se fosse mais forte que você?, "Quando você não está envolvido com isso, consegue pensar em outras coisas com tranquilidade, ou a mente insiste em voltar para esse tema, gerando angústia ou inquietação?, "Na sua percepção, este interesse agrega camadas à sua vida, ou ele funciona mais como um refúgio único e absoluto, um porto seguro contra outras questões?" Aqui há uma busca inicial por uma análise, de uma investigação sobre a qualidade do vínculo com o interesse, que é o cerne da distinção na perspectiva psicanalítica.
É um tema que demanda um investimento em quem o vive, pois captura muita energia psíquica e traz imobilizações e condições de questionamentos que são regidos por prováveis sofrimentos. Para tal, coloco-me à disposição para elaborarmos este e outros temas do seu interesse, dentro de um ambiente seguro, ético e pautado no seu bem-estar.
Questionamento muito válido sobre o fenômeno de hiperfixação. Na perspectiva junguiana, acolhemos essa questão não como um simples sintoma, mas como uma expressão significativa da psique que merece nossa atenção muito detalhada e com responsabilidade. A hiperfixação é um fenômeno psíquico onde uma energia profunda - o que Jung chamava de libido – concentra se intensamente em um único objeto, tema ou atividade que despertam percepções de que por exemplo, "Aqui há algo importante para mim!".
Vejo que tal proposta de fixação sempre tem um sentido em que, talvez, essa fixação esteja tentando conduzi-lo a aspectos seus que precisam ser integrados, em que a psique às vezes nos prende a algo, até que tenhamos extraído o aprendizado necessário, os sentidos integrados da experiência. Outra possibilidade é que às vezes fixamo-nos no que nos falta ou no que reprimimos, em que a intensidade da hiperfixação pode revelar justamente aquilo que nossa consciência tende a evitar e precisa ser trabalhada para que a energia psíquica possa fluir com melhor qualidade.
Essa experiência não é um problema a ser eliminado, mas podemos vê-la como algo a ser observado, analisado e sobre a possibilidade de te mostrar seus valores mais profundos, seus dons não realizados ou feridas que precisam de cuidado. Acontece uma busca de qualidade de vida, da energia que você sente e a necessidade de ressignificá-la como uma forma de expressão da psique, num relacionamento que pode trazer evolução para o todo da sua vida.
Sua curiosidade em entender isso já é o primeiro passo num caminho de autoconhecimento e, desde já, já faço o convite para que você entre em contato para compreendermos juntos este tema tão presente e necessário a ser integrado. Fique à vontade para entrar em contato e
A ansiedade, do ponto de vista da psicanálise, é abordada como um fenômeno que visa trazer um chamado de atenção do conteúdo do inconsciente que está, de certa forma, num movimento de repressão e sem um sentido que impedirá um processo de fluidez da energia psíquica. Ocorre quando um desejo, uma lembrança, um conflito, um questionamento ameaçam emergir à consciência e perturbar nosso equilíbrio psíquico, com manifestações de vários níveis, como o psíquico (sensações de aperto no peito, angústia, inquietação, dificuldade de concentração e insônia).
São manifestadas por acontecimentos psicossomáticos, como o surgimento de taquicardia, sudorese, tremores, falta de ar, tensão muscular, náuseas e dores sem causa física aparente. Tem características comportamentais autorreflexivas e sociais, em que se busca evitar situações que geram desconforto, irritabilidade e uma busca incessante por algo que acalme, o que pode trazer traços de comportamento compulsivos.
Aqui, como intervenção analítica, proponho a busca e análise do sofrimento intenso e paralisante, com momento até de total imobilidade. Sintomas que atrapalham seu trabalho, estudos ou relacionamentos são característicos de comportamentos de ansiedade, com percepções nítidas e subjetivas de que se está fora de controle, não é mais dono de si mesmo. O trabalho na psicanálise não é simplesmente eliminar a ansiedade com técnicas, mas escutar a sua mensagem, reconhecer seus sintomas que são ancorados em fatos que estão presentes na construção da psique da pessoa e descobrir as raízes inconscientes do conflito.
Ao dar significado ao que era apenas um mal-estar vago, você pode encontrar um novo modo de lidar com essas questões e reconhecer se de forma mais livre. Coloco-me a disposição para elaborarmos um tema tão essencial em nosso cotidiano nos meus eios de comunicação.
A ansiedade é um ponto de muita demanda na nossa atual realidade social e psíquica, em que temos que olhá-la com muita atenção e dedicação. Não é simplesmente um defeito ou uma doença a ser extirpada, mas sim um sinal profundo da nossa atividade psíquica, a qual demanda uma reflexão, um comprometimento com este fenômeno para poder compreendê-lo e assimilá-lo. A ansiedade é vista como uma energia psíquica intensa que ainda não encontrou sua direção ou expressão adequada.
Como ela busca manifestar se sempre e, quanto mais reprimida ela é, mais força ganha, acumula-se e gera uma pressão enorme sobre o consciente, em que não afeta apenas a mente, ela ressoa em toda a nossa existência. Jung dizia que "Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.". Aqui, o transtorno de ansiedade é, paradoxalmente, um convite intenso para esse despertar.
Ela força um olhar para dentro, uma necessidade de análise, de reflexão que trarão conteúdos de muita importância, numa chamada da sua totalidade psíquica para que você pare, escute e integre aquelas partes de si mesmo que foram negligenciadas, assustadas ou rejeitadas. O caminho é seguir o som do chamado para o questionamento para entender sua mensagem e transformar essa energia represada em criatividade, autoconhecimento e vida mais autêntica.
É um caminho corajoso e necessário que todos temos que percorrer nas nossas vidas e o fato de você estar buscando entender já é o primeiro e mais importante passo.
Pergunta que rege muito o nosso cotidiano clínico e que sempre desperta muito interesse em quem tem buscado pelo processo analítico. A depressão, numa visão psicanalítica, é vista mais do que uma tristeza profunda e sim como um processo em que há um esvaziamento, uma perda do desejo de viver e de se conectar com o mundo e, concomitantemente, numa introspecção da energia psíquica na pessoa que está vivendo tal sentimento.
Ela surge quando algo fica travado no nosso psiquismo, sem um sentido a ser elaborado no momento em que a vive. Muitas vezes, é uma resposta a uma perda real, simbólica, uma referência amorosa, um ideal, um projeto que não pôde ser elaborado. A energia vital, a libido, retira se do mundo e volta se na própria pessoa, gerando o sentimento de desvalia e a paralisia tão característicos do estado depressivo.
É como se a psique entrasse em um estado de luto, por causa da perda de uma referência de vida e, em muitos casos, por algo que nem sempre sabemos o que é. Buscamos compreender fatos, momentos que despertaram a depressão, num entender isso no setting analítico, para que a vida possa voltar a fluir e evoluir perante a sua demanda natural. Espero que esta resposta ajude a clarear um pouco.
Sua busca por entender já é um passo muito importante e coloco me à disposição para desenvolvermos este e outros temas que você ache válido num ambiente analítico.
Pergunta que tem uma frequência relevante e revela muito sobre a dedicação do paciente, questionando a própria base do trabalho terapêutico, o que é um ótimo sinal de engajamento. O objetivo da psicoterapia, e especificamente da abordagem que eu trabalho, a psicanálise, não é mudar a sua forma de pensar no sentido de impor uma nova maneira de enxergar as coisas, como se eu fosse um professor que vai te ensinar a pensar corretamente.
O que buscamos é algo mais profundo e, acredito, mais libertador. É buscar compreender a origem dos seus pensamentos e sentimentos, assimilando os conforme a sua capacidade de ressignificação, em que o analista é tido como uma pessoa que está ali no trabalho analítico para você ter alguém com quem dialogar de forma o mais ampla possível, que buscará trazer questionamentos que te façam rever situações de vida, assim como projeções de desejos de futuro.
Aqui, já gera uma mobilização, uma transformação, um reposicionamento de si mesmo. Nossos padrões de pensamento, geralmente, são aquelas vozes que se repetem na nossa cabeça, as angústias e os conflitos. São resultado de experiências, desejos e marcas que carregamos da nossa história, muitas vezes de forma inconsciente. Ou seja, nós pensamos de determinada maneira por razões que vão muito além da nossa lógica consciente.
Um psicólogo que trabalha em psicanálise não é um treinador da sua mente, um condicionador, mas sim de um companheiro na investigação dessas origens. Juntos, tentaremos escutar o que esses pensamentos e sentimentos estão tentando dizer, em com uma compreensão de onde vem isso. Busca se mudar a forma de pensar, com o oferecimento de um espaço seguro para que você mesmo possa entender, reorganizar e, eventualmente, transformar a sua relação com os seus próprios pensamentos e emoções.
A mudança, quando acontece, é uma consequência autêntica desse processo de autoconhecimento, e não algo que é prescrito por um terceiro. Espero ter conseguido esclarecer um ponto de muitas dúvidas e esse é um excelente ponto de partida para conversarmos mais.
É uma pergunta muito importante e que causa muitos sentimentos complexos. Primeiramente, a sensação de que uma crise de ansiedade que veio do nada tem alta frequência e devemos olhar com muito carinho. A aflição e o susto são enormes justamente por essa aparente falta de motivo, o que causa sentimentos de vulnerável e sem controle. O fator desencadeador pode não ser óbvio, mas, sempre terá um motivo, alguma situação gatilho que remeterá a possíveis conteúdos que nossa mente consciente não registrou, não consegue conectar e associações com vivências recalcadas que precisaram desta ação para manter uma integralidade do ego.
A ansiedade não é necessariamente sobre uma ameaça externa real, mas sim é um sinal interno de que um conflito psíquico está tentando emergir à consciência, pois é caracterizada quando o ego - a parte da nossa mente que lida com a realidade - sente se inundado por estímulos internos ou externos que não consegue processar. É uma sensação de desamparo, e que algo dentro de você precisa de atenção e cuidados.
É um pedido de socorro da sua psique. É necessário analisar seus conteúdos, associando como temas da sua vida, características de personalidade realizar perguntas como "O que a ansiedade está tentando me dizer?", "Que parte de mim está assustada?" Te convido para um processo analítico, em que o intuito sempre será criar um espaço seguro para, com o tempo, iluminar esses questionamentos, padecimentos e descobrir o que habita nele.
É um processo de se escutar e se entender profundamente. Fique à vontade para entrar em contato comigo através dos meus contatos e espero que esta explicação ajude a trazer um pouco de conforto e clareza. É um caminho difícil, mas de grande crescimento.
Boa pergunta. Começo por um ponto importante: na psicanálise não trabalhamos com rótulos de forma direta, mas sim com a investigação do significado por trás do sintoma para a sua particularidade. Não se enquadra a hiperfixação de forma direta como um sintoma de ansiedade, como uma lista de verificação, mas sim analisa se os comportamentos, especialmente os que se repetem e causam sofrimento, como mensagens do nosso inconsciente.
São uma tentativa, muitas vezes desesperada, de lidar com algo que não consegue ser elaborado de outra forma. A ansiedade, na visão psicanalítica, é um sinal de que há algo ameaçador, um desejo, uma lembrança, um conflito. Como forma de se poupar, evitar esse estímulo aversivo, a mente se agarra a algo, num porto seguro. Aqui, podemos fazer uma associação com a hiperfixação, pois essa funciona como uma referência muito clara, em que concentra toda a energia psíquica em um único tema, objeto ou atividade.
Enquanto você está hiperfocado, a sua mente está ocupada, organizada e, de certa forma, protegida contra o perigo do caos ameaçador que habita o mundo interno. Colocamos as seguintes perguntas como início de análise, 'Isso é um sintoma?', "Contra o que essa hiperfixação está me protegendo?'", "Qual angústia inominável ela está ajudando a calar?'. Tal convite para a reflexão surge numa investigação, origens de tais percepções, associações com vivências e elaboração de um processo terapêutico em que podemos tentar entender juntos qual é a função específica da sua hiperfixação.
"O que ela tenta organizar ou evitar na sua história?", "Que conflitos ela mascara?". Permita se viver a sua experiência única e buscaremos compreendê-las nas suas particularidades, as quais podemos explorar isso mais a fundo.
É uma pergunta que surge com frequência e, assim, muito válida. Um psicanalista, atuando estritamente como psicanalista, não pode receitar medicamentos. A formação em psicanálise é diferente da formação em medicina, em que para prescrever remédios como ansiolíticos e antidepressivos, o profissional precisa ser um médico. Aqui, uma proposta por experiência clínica: vejo que muitas pessoas encontram um ótimo resultado fazendo um acompanhamento em conjunto, isto é, a psicanálise para trabalhar as causas profundas psíquicas e as emoções, e a psiquiatria para avaliar a necessidade e o manejo da medicação. É completamente normal ter essa curiosidade sobre a medicação, especialmente quando se está buscando alívio para um sofrimento.
Pergunta que demanda uma exploração bem detalhada, com muita calma. Na visão psicanalítica, a qual desenvolvo o meu trabalho, a ansiedade raramente é sobre o presente consciente, mas sim sobre conteúdos inconscientes. Aqui, este é habitado por todas as suas vivências psíquicas, memórias, desejos, medos e conflitos dos quais não temos plena consciência. A ansiedade "sem motivo" é, muitas vezes, um sinal de que algo nesse conteúdo inconsciente está tentando vir à tona, mas a sua mente consciente o barra porque seria muito doloroso, sem um sentido possível para o momento ou conflituoso encarar.
Geralmente, intervimos através da história da pessoa, em que surgem conflitos internos não resolvidos como, por exemplo, desejos que você sente serem proibidos, não aceitos moralmente e socialmente, raivas não expressas, ou escolhas difíceis do passado. Conteúdos que emergem também são as marcas de relacionamentos passados, como dinâmicas familiares da infância, expectativas internalizadas, ou medos de abandono e rejeição que ficaram gravados em você.
Outro ponto que aflora muito, principalmente nos dias de hoje, são as angústias existenciais, em que são caracterizadas como medos relacionados ao sentido da vida, à finitude, à liberdade e à solidão inerente à condição humana. Portanto, a ausência de um motivo claro não invalida sua ansiedade. Pelo contrário, ela indica que a origem é mais complexa, simbólica e criou uma demanda de ser vista, interpretada e assimilada a partir de um questionamento motivador, que te coloca em ação.
Ansiedade é um sintoma de que algo na sua vida psíquica precisa de atenção e cuidado, pois traz elementos que são da história da pessoa e com os quais esta se lança num futuro que a principal característica é a imprevisibilidade. Espero que este breve texto ilustrativo tenha trazido clareza e, caso você decida realizar uma intervenção psicanalítica, cogite a possibilidade de entrar em contato comigo.
O autocuidado é um ato de coragem e preservação, um espaço sagrado, seguro, de acolhimento que uma experiência analítica pode proporcionar. Cuide se e
Relato muito sincero e de uma coragem sua em compartilhar essa dificuldade e buscar ajuda. Vou tentar intervir de uma forma com o acolhimento que você merece. É completamente compreensível e natural que você se sinta assim. Muitas pessoas, independentemente da orientação sexual, experimentam dificuldades e ansiedades ao se relacionar. O fato de você não ser gay, mas ter essa barreira com mulheres, pode ser particularmente frustrante, pois existe um desejo genuíno de conexão que se sente travado e é importante e de grande mérito buscar entender isso, como um ato de grande cuidado consigo mesmo.
Vejo tal escrita sua como um sintoma, isto é, podemos figurar o sintoma como uma mensagem cifrada do nosso inconsciente, algo que ele tenta expressar mas não consegue por meio de palavras. A sua pergunta "que ajuda indicam?" é justamente o ponto de partida para decifrar, compreender e integrar essa mensagem. Penso que podemos começar um processo de reflexão com perguntas como "O que a mulher representa para você?".
O medo, a ansiedade ou a trava na hora de falar podem sinalizar que a figura da mulher está associada a algo muito potente e até mesmo ameaçador no seu mundo interno. Pode ser medo de rejeição, medo de não ser "suficiente", medo de despertar sentimentos muito intensos, ou até mesmo a reativação de experiências antigas e inconscientes com figuras femininas importantes da sua vida, que você teve convivências como mãe, irmãs, primeiras paixões.
A ansiedade que você sente e descreve é um sinal importante. Ela aponta para um conflito interno, um questionamento que te trava e traz o sofrimento, a imobilização psíquica, em que perguntamos: "O que exatamente dispara essa angústia? É o medo do julgamento? É a incerteza do que dizer? É a pressão de uma expectativa?" Explorar, intervir e refletir a constituição dessa angústia é o caminho para entendê-la.
Assim, enquanto considera buscar ajuda profissional, seja gentil com você mesmo, com observações desses momentos de dificuldade com curiosidade, não com autocrítica, "O que eu sinto no meu corpo quando isso acontece? Que pensamento ou memória passa pela minha cabeça?" Espero que estas palavras tenham trazido algum conforto e clareza e, caso você decida realizar uma intervenção psicanalítica, cogite a possibilidade de entrar em contato comigo.
O autocuidado é um ato de coragem e preservação, um espaço sagrado, seguro, de acolhimento que uma experiência analítica pode proporcionar. Cuide se e
Vamos explorar isso de forma conjunta e unir com a sabedoria da psicologia junguiana, com a qual trabalho. Primeiro, valide o que você pode estar sentindo, pois o hiperfoco é uma experiência intensa e, muitas vezes, ambígua. Pode ser uma fonte de enorme produtividade e criatividade, mas também de exaustão e isolamento. O questionamento em si já te coloca em movimento, o que já observa se uma força poderosa que pede para ser compreendida e integrada.
O hiperfoco não é um conceito direto, mas podemos entendê-lo através de várias lentes poderosas como, por exemplo, o que acontece com a libido, a energia vital que nos move. Vejo que nestes momentos de hiperfoco, há uma quantidade massiva dessa energia se direciona para um único ponto. "Para onde exatamente essa energia está fluindo?", "É para um projeto criativo?", "É para resolver um problema complexo?, "É para aprender tudo sobre um assunto específico?".
São perguntas que cabem bem num início de processo analítico, em que começamos a localizar para onde vai essa energia massiva e suas finalidades, com a qualidade da energia e o objeto para o qual ela flui dão a primeira pista crucial. O hiperfoco muitas vezes envolve uma negligência de outras áreas da vida. Isso é um sinal clássico de desequilíbrio, pois mostram situações que estão sendo negadas, em contraponto com o objeto hiperfocalizado "Enquanto você está hiperfocado, qual "máscara" você veste?", "Quais máscaras estão sendo negligenciadas?", "O que você está evitando sentir ou fazer quando entra em hiperfoco?
Tédio? Ansiedade social? Conflitos emocionais? Responsabilidades chatas?". Ao investigar do que você foge, você descobre o que a sua psique está tentando proteger. Outro ponto característico é um hiperfoco intenso que pode ser sequestrado por um complexo autônomo, isto é, um aglomerado de emoções e ideias com vida própria e com falta de sentido, que se repete em si até encontrar uma possibilidade de significação.
Aqui, trouxe umas possibilidades de investigações a serem tomadas dentro de um processo analítico, com o ouvir sem julgamento, com a curiosidade de um explorador que encontrou um fenômeno fascinante na paisagem da própria mente. Caso queira saber mais do assunto, outros questionamentos,
Inquietação completamente compreensível. É profundamente humano querer direcionar nossa energia de forma que nos nutra, em vez de esgotar-nos. Trarei aqui uma análise na perspectiva da psicologia analítica de Carl Jung, a qual eu trabalho. Primeiramente, é importante refletir sobre a hiperfixação, em que está não é compreendida como um defeito de caráter em si, mas como uma expressão intensa da sua libido, a energia psíquica.
Está é uma metáfora como de um rio, em que você apenas pode é reconduzir seu fluxo, um direcionamento na medida do possível, controlá-lo com represas (força de vontade) e ele pode transbordar ou mudar de curso de forma inesperada. O ponto aqui não é reprimir, mas canalizar seu fluxo. Muitas vezes, o que chamamos de hiperfixação é um aspecto da nossa Sombra, conteúdos que nos constituem e são partes de nós que julgamos como excessivas, imorais ou desregradas e que, por isso, tentamos empurrar para as escuras, recalcando em nosso conteúdo do inconsciente.
Contudo, um dia, esse fluxo de pensamentos terá que ser absorvido, os quais podem gerar um conteúdo psíquico muito construtivo, em constante análise e assimilação, com perguntas como "O que esta parte de mim, tão cheia de foco e intensidade, realmente precisa expressar?". Aqui, numa possível intervenção ilustrativa de tal pergunta, podemos observar o fenômeno, sem julgar. Na próxima vez que a hiperfixação surgir, tente ser um observador curioso, um interrogador de si, ao invés de dizer "Ah não, lá vou eu de novo", mas sim "Interessante.
Minha mente está se agarrando a isso com tanta força. O que há nesse tema que é tão nutritivo para a minha psique?". Uma pergunta simples dessa gerará uma mudança dinâmica, tira o combate e traz consciência. Trouxe uma proposta basal de observarmos a presente pergunta, em que vejo que a atitude é o redirecionar a energia, não domá-la, mas sim para aprender a alimentá-la para algo que seja construtivo para você.
Isso leva tempo e prática. Seja gentil com seus passos, com seus ritmos. Cada momento de consciência já é uma vitória. Precisando de algo, entre em contato pelo site e outros eios de comunicação.
Pergunta bem interessante. Analisarei a influência do Transtorno Obsessivo- Compulsivo (TOC) na memória autobiográfica pela lente da psicologia analítica de Jung, proposta teórica que eu trabalho, com o intuito de oferecer uma perspectiva rica e profunda. A memória autobiográfica não é um arquivo neutro de fatos, acumulativo em si, mas uma narrativa dinâmica tecida pela psique, com as suas interpretações da realidade e vivências adquiridas.
O TOC, nesta visão, não é apenas um distúrbio de ansiedade, mas uma expressão profunda de um desequilíbrio psíquico, que impacta diretamente essa constituição. O indivíduo com TOC frequentemente experimenta uma inflação do ego, em que este deveria ser o centro da consciência, mas, o problema é causado por uma expansão, uma forma desproporcional e tenta controlar o incontrolável (pensamentos, impulsos, o mundo externo).
Ele se hiper identifica com uma Persona rígida e perfeccionista, mais vista como uma pessoa super organizada, a "pessoa super segura". Essa inflação distorce a memória autobiográfica, cujo o foco narrativo recai quase exclusivamente sobre eventos que ameaçam ou reforçam essa Persona rígida. Lembranças de fracassos, ter feito algo "sujo", de dúvidas ou de imperfeições tornam-se complexos autônomos altamente carregados, dominando o panorama da memória.
A história de vida se reduz a uma crônica de contaminações diversas, como verificações e rituais, apagando memórias de espontaneidade, alegria e conexão autêntica que não se encaixam nessa Persona. Outra ação do TOC que leva um impacto direto na memória autobiográfica é no confronto contra a Sombra, numa distorção e limitação dos conteúdos reprimidos e com o não conseguir revisitar o passado de forma integrada.
Qualquer memória que contenha um resquício desses conteúdos proibidos é imediatamente rejeitada, ruminada ou neutralizada por uma compulsão mental, em que não se consegue integrar a Sombra para se tornar um todo. A pessoa tenta deletá-la de sua história, criando uma autobiografia "esterilizada" e fragmentada, onde grandes partes da experiência humana genuína são perdidas. A memória, portanto, não amadurece.
Ela permanece um conjunto de fatos traumáticos e ameaçadores não digeridos, imobilizada, em vez de se tornar a base para a sabedoria e o autoconhecimento. O que fazer? Analisa se os conteúdos históricos reprimidos, numa intervenção analítica, a natureza de suas ocorrências, os quais carecem de significados, de reposicionamento dentro das vivências do indivíduo para, então, poder integrá-los nas vivências numa forma sadia e evolutiva. Qualquer dúvida, interesses num processo analítico, entre em contato comigo via site e outros meios de comunicação. Cuide se e
É uma pergunta profunda e essencial que vivemos em nosso cotidiano. Trago viés da Psicologia analítica de Carl Jung, proposta clínica que trabalho, a qual oferece uma visão rica, diversificada e simbólica sobre a depressão. Vejo a depressão como um processo com um potencial de transformação escondido em seu núcleo, em que Jung trouxe a depressão não como o problema em si, mas como um sintoma de algo maior que está ocorrendo no inconsciente, sinais que nossa psique nos envia para ficarmos atentos.
Precisamos olhar os sintomas de frente, com muita atenção e agirmos para destravarmos a energia psíquica que a depressão bloqueia para uma evolução humana. Inicialmente, a depressão pode ser associada a repressão dos conteúdos da Sombra, isto é, a parte da nossa personalidade que contém tudo o que negamos, reprimimos ou consideramos inaceitável. São sentimentos tidos como antissociais e imorais como, por exemplo, raiva, ciúmes, vulnerabilidade e podem ser também conteúdos de características da personalidade que foram bloqueados por algum motivo, como talentos não usados, impulsos criativos ou sexuais, em que empurramos a nossa sombra para o conteúdo do inconsciente com o intuito de nos adaptarmos à sociedade.
A depressão pode surgir quando a Sombra fica grande demais e pede para ser integrada. Tal processo demanda muita luta para fazê-la, pois a energia psíquica que usamos para manter essa Sombra reprimida é imensa. Quando ela é retirada da nossa vida consciente como, por exemplo, em uma crise de meia-idade, um luto ou uma grande decepção, essa energia recua para o inconsciente, criando um estado de apatia, desânimo e vazio característicos da depressão.
A pessoa se sente sem energia, apática, porque a energia vital está sendo usada num conflito interno que é mantido recalcado a duras penas. Outro ponto característico é a perda do sentido e a desconexão do Self, a nossa totalidade psíquica. A depressão, nesse contexto, é frequentemente um sinal de que a persona (a máscara que usamos no mundo social, interpessoal) está demasiadamente rígida e nos afastou do Self.
A pessoa pode ter alcançado sucesso segundo os padrões sociais introjetados como um bom emprego, uma família, mas se sente completamente vazia porque essa vida não é autêntica para ela. A depressão é o chamado do Self dizendo: "Este caminho não é mais o meu!". Assim, enquanto na cultura social moderna vê a depressão como um fracasso e algo a ser evitado, recalcado a todo custo, Jung a via como um processo potencialmente criativo e necessário, em que os referenciais de ego (nossa consciência de si) precisam morrer simbolicamente, ressignificar se para que uma identidade mais ampla, dinâmica, espontânea e verdadeira, alinhada com o Self, possa emergir.
Como intervenção, vejo que o trabalho terapêutico não será combater a depressão, mas sim escutar o Sintoma, "O que a depressão está tentando dizer? Qual o seu propósito?". É necessário trabalhar com Sonhos e Imaginação Ativa, em que o inconsciente se comunica por símbolos, com análise de sonhos e fantasias, com o intuito de dialogar com as partes da psique que estão causando o conflito.
Aqui, foram pinceladas de como a visão da clínica Junguiana vê o fenômeno da depressão, tirando ela do lugar de monstro e a reposicionando no lugar de mensageira, mesmo que dolorosa, difícil e paralisante. Contudo, carrega em si a possibilidade de um renascimento e de uma vida muito mais plena e verdadeira, se tivermos a coragem de escutá-la.
Vejo aqui uma oportunidade de fazer uma associação de duas propostas bem interessantes: a natureza da TIP e teoria junguiana em relação ao tema da saúde mental. Na área de saúde mental, a TIP trata o Sintoma como o Problema, isto é, o conflito interpessoal e as autopercepções do indivíduo são os problemas a serem resolvidos em si e ponto final. Aqui difere muito da abordagem junguiana, em que esta vê o Sintoma como um Mensageiro, um sinal de que o conflito é algo maior, está em desequilíbrio e deve ser analisado para depois ser compreendido e integrado na história da pessoa numa forma saudável e evolutiva.
Vejo que a TIP é uma ferramenta valiosa e eficiente para a saúde mental, atuando no nível da consciência e da adaptação social, mas, na jornada da psicologia junguiana vai além, com a busca de conectar o ego não apenas com os outros, mas com a fonte de significado e totalidade que é o Self, o centro organizador de toda a psique. Espero ter trazido um ponto inicial para elaborarmos futuras conversas, dúvidas.
Pergunta profunda e essencial, em que tocamos em dois pilares da existência humana que estão profundamente entrelaçados. Vejo através dos atendimentos clínicos e da linha da psicologia analítica de Jung, a qual trabalho, a relação entre a liberdade e o sentido da vida não é uma simples equação, mas uma jornada de autodescoberta e integração. A liberdade é observada como a capacidade de fazer conscientemente o que quisermos.
Contudo, nossa psique não é um território totalmente consciente, mas sim grande parte dela é governada pelo inconsciente. O primeiro passo para uma liberdade genuína não é simplesmente "fazer o que se quer", mas conhecer se a si mesmo e ter o máximo de percepção do porquê das escolhas, das ações e como foram fundamentadas perante a sua história, construção de personalidade e na busca de realização de desejos que estão em falta.
Um passo inicial para uma verdadeira liberdade de vontade começa quando trazemos à luz partes escondidas, quando integramos nossa Sombra, isto é, aspectos, vivências, sentimentos que estão em recalque, por falta de sentido. Neste ponto, vemos que é necessário integrar tais conteúdos para termos um aumento de conscientização, para deixarmos de ser marionetes de impulsos inconscientes e ganhamos um leme mais firme.
A pergunta, então, transforma se: em vez de "Eu tenho livre-arbítrio?", para perguntamos "Como posso me tornar mais livre, me conhecendo melhor?", "Como você sente que essa dança entre a sua liberdade de escolha e a busca por significado se manifesta na sua própria jornada?" Trago a proposta para refletirmos como o livre-arbítrio é o combustível para a nossa jornada da individuação, para o nosso processo de evolução psíquica, em que o sentido da vida é extremamente pessoal e intransferível, o destino está dentro de você, com uma vontade consciente que decide se vai ou não embarcar nessa viagem, nessa convocação, nessa missão do herói. Espero que esta reflexão ressoe em você e te mova para esse processo de evolução. Caso precise de companhia nesta viagem,
A impulsividade é um fenômeno presente na constituição humana em sua natureza e é necessário olhá-la com a devida importância quando manifestada, validar a experiência da pessoa e convidá-la a uma reflexão conjunta, pois é permeada, geralmente, por um sentimento bastante angustiante. Vejo a impulsividade não sendo entendida primariamente como um sintoma a ser eliminado ou um defeito de caráter, mas sim como uma resposta da pessoa à sua situação existencial no mundo, numa tentativa, mesmo que imediata e não reflexiva, de lidar com aquilo que a vida está apresentando.
A impulsividade não é um interruptor que liga sozinho, mas é um sinal de alerta, sobre algo importante que não está sendo ouvido ou atendido. Pode ser uma reação a um vazio sentido, a uma angústia diante das infinitas possibilidades da vida, ou até mesmo a um sentimento de que as coisas estão fora do nosso controle. Aqui, a pessoa pode sentir que a ação impulsiva é a única saída visível para aliviar uma pressão interna insuportável ou para preencher um sentido de falta.
Um exemplo que tem alta recorrência é o impulso de comprar algo desnecessário, como uma forma de busca de preenchimento. Um impulso de dizer algo agressivo pode ser uma defesa contra uma ameaça percebida à nossa identidade naquele momento exato, em que a resposta surge com uma intensidade alta e característica de impulsividade. Surge então o convite de fazer uma pausa e se perguntar: 'O que está impulsividade está tentando me dizer?
De que necessidade interior ela está tentando dar conta? Que angústia ou limite eu estava tentando evitar ao agir assim?". Aqui são perguntas que buscam a base de uma análise existencial, isto é, a busca dos sentidos dos fenômenos vividos, em que, em casos de sofrimentos e paralisias psíquicas, busca se a possibilidade de ressignificar as experiências num viés construtivo, válido e real para o desenvolvimento da estrutura psíquica da pessoa.
A jornada terapêutica nessa abordagem não é sobre combater a impulsividade, mas sobre analisar o sentido de sua ocorrência, associações históricas feitas e ampliar o espaço interno de liberdade para que você possa escolher como responder aos seus impulsos. É sobre aprender a escutar a mensagem por trás deles, reconhecendo que você é mais do que seus impulsos, de que tem suas existências dentro da natureza humana.
Você é aquele que pode dar um significado diferente a essa experiência e descobrir formas mais plenas e autênticas de se relacionar com a vida e com suas próprias escolhas. Como soa para você olhar para a impulsividade por esse ângulo? Assim,
Perguntar sobre os gatilhos de conflito existencial é, em si, um sinal de que está se engajando com as grandes questões da vida, e isso merece um olhar acolhedor e respeitoso. Vejo que o conflito existencial raramente é causado por um único gatilho, mas sim por uma conjunção de fatores internos e externos que abalam os alicerces da nossa pessoa, nos colocando em dúvidas imobilizadoras e de possíveis sofrimentos.
Podemos pensar nesses gatilhos como estruturas que despertam energias primordiais e complexos que trazem estes questionamentos, que sacodem a casa da nossa personalidade, revelando que sua fundação pode não ser tão sólida quanto imaginávamos. Um conflito que geralmente observa se em perguntas como esta são constituídos em momentos de transição e com choques com a nossa sombra, isto é, analisar e trabalhar conteúdos em nós que foram reprimidos, negados ou não reconhecidos.
Acontecem situações de gatilho como, por exemplo, promoções de trabalho, assumir um novo papel social (como se tornar pai/mãe). São momentos como este que trazem os questionamentos e energizam a sombra, com as características de inseguranças, vaidades, medos do fracasso emergem. Estes tocam em uma ferida narcísica. Algo externo ressoa com uma crença negativa interna que estava escondida, levando a um questionamento sobre seu valor e identidade.
"Quem sou eu, realmente, para estar aqui? Sou uma fraude?". Outro momento que traz conflitos existenciais é quando se realiza a persona e a sua consequente ruptura. A Persona é a máscara que usamos para nos adaptar ao mundo e situações de conflito em relação a ela surgem quando se atinge um objetivo social como, por exemplo, o emprego perfeito, o casamento ideal e se sente vazio, isto é, a persona funcionou perfeitamente mas, a vida segue e sempre surgem novos referenciais de desejo que solicitam a adaptação as novas realidades "Isto é tudo?
Onde está o meu eu no meio disso tudo?". Aqui entram, estatisticamente, as crises de meia idade, por exemplo. Após uma vida construindo uma carreira e família - a primeira metade da vida - a alma exige significado, propósito e a integração de aspectos negados, como a criatividade adormecida, a espiritualidade, momentos mais introspectivos e qualitativos de vida. Trouxe aqui uns exemplos que surgem baseados em sua pergunta, em que gostaria de lhe oferecer uma reflexão, não como resposta, mas como um convite para um diálogo interno e, num conversa presente num processo analítico. Cuide-se com carinho nessa exploração e, caso tenha necessidade de explorarmos juntos o que essa fase pode estar tentando lhe revelar,
É totalmente compreensível que você esteja se sentindo assim e sua sensibilidade em perceber esses padrões, questioná-los já é um primeiro passo importante. Estes te colocam em movimento para solucioná-los e não permitir mais que seja imobilizada. Vamos explorar juntos o que isso pode significar. Na perspectiva junguiana, esses sentimentos podem ser mensagens importantes do seu inconsciente, isto é, quando você menciona que ver outras pessoas produzindo ou se divertindo desencadeia nervosismo e vontade de se isolar, isso me faz pensar em como podemos estar diante de uma sombra (aspectos de nossa psique que recalcamos, não olhamos com a devida importância por motivos diversos e aversivos) que precisam ser integrado.
Aqui, estas cenas ativam aquela uma voz interna crítica, que compara sua jornada com a dos outros e traz uma reflexão de quais possíveis ações você gostaria de fazer. É um ponto muito bom para iniciarmos um questionamento, pois podemos refletir partes que você sente não atingir seu potencial, uma relação benéfica e construtiva que buscamos realizar uma interação saudável com a sombra, num processo de desenvolvimento.
Outro ponto que tu trouxe em relação "quanto à solidão e à visão do passado", percebe se uma maneira de descrição das memórias de um forma em que mesmo os momentos bons parecem tingidos de tristeza, em que associo ao termo de complexos, isto é, energia psíquica que estão sem movimento, sem significados, são como feridas emocionais que distorcem nossa percepção, fazendo com que revisitemos o passado através de percepções dolorosas e que tiveram o seu sentido mas, que podemos ressgnificar perante a sua história.
Por exemplo, observar os seus sentimentos quando surgem tais fenômenos, "Que interessante, estou sentindo isso novamente", "O que exatamente nesta memória me traz esta melancolia?", "O que essa solidão veio me mostrar?". Isso cria um espaço entre o estímulo, sua reação e possível reflexão. Aqui são breves reflexões de como poderemos abordar tais pontos num futuro processo analítico, como formas de vivenciarmos estas experiências históricas com outras abordagens mais construtivas, que tragam aprendizados e evolução da sua personalidade. Fica aqui um convite para pensarmos juntos e
É totalmente compreensível que surjam dúvidas ao dar esse primeiro passo em busca de cuidado psicológico. As variedades de abordagens podem mesmo gerar confusão inicial, e seu questionamento mostra um importante autocuidado ao buscar orientação antes de começar. Na perspectiva junguiana, que eu trabalho, eu posso te trazer uns pontos. Entendo que esta busca por direção reflete não apenas uma necessidade prática, mas também um movimento genuíno da psique em busca de maior integridade e sentido no caminhar da vida.
Aqui, a sua inquietação sobre ansiedade ou depressão pode ser o que chamamos de um sintoma-guia, isto é, algo que sinaliza onde sua alma está pedindo para ser ouvida e cuidada, integrada e evoluir saudavelmente. Vejo aqui que essas experiências não são apenas como problemas a serem eliminados, anulados, mas sim como expressões, percepções e vivências de algo que precisa ser ouvido com qualidade e integrado à totalidade do seu ser.
Quando surgem estes questionamentos, é algo que está barrando o fluxo evolutivo da personalidade, da psique, da alma, em que poderemos trabalhar tais questionamentos para compreender a linguagem simbólica desses estados, explorando seus sonhos, imaginações, registros escritos, relatos de vivências e aqueles aspectos que podem estar negligenciados de si mesmo que buscam expressão.
Aqui, o vínculo terapêutico é fundamental, em que é muito aconselhável realizar pesquisas, pesquisar temas que tragam os questionamentos e você precisa sentir que há espaço seguro, saudável para sua singularidade florescer. Passo um já foi dado: o questionar se, ver que estão ocorrendo movimentos que bloqueiam o seu evoluir e, concomitantemente, você está se permitindo esse cuidado.
Este já é um belo começo de jornada em direção a um diálogo mais profundo consigo mesmo. Gostaria de explorar mais algum desses aspectos? Considere um processo analítico como uma forma de obter mais ferramentas para as tuas reflexões e deixo, desde já, o o convite para entrar em contato comigo no meu perfil pessoal.
Uma pergunta profunda e muito corajosa! Trata-se de um tema recorrente e que ganha cada vez mais importância, foco e atenção nos ambientes terapêuticos. Ela toca em algo fundamental para a jornada de todo ser humano: o desejo de se sentir completo, valorizado e em paz consigo mesmo. Vejo na perspectiva junguiana, a qual eu trabalho, que a vida não é linear, mas sim um processo de individuação, isto é, um tornar-se quem se é de forma plena e única.
Nesta época de vida que você está, a maturidade, a vida caminha especialmente e naturalmente para outras buscas, outras referências. Após os 40 anos, é um território extremamente fértil para este florescimento, com potências de habitar a si mesmo e no mundo que se vive. Muitas vezes, é justamente por volta dos 40 ou 50 anos que a persona (referência que criamos para nos adaptar ao mundo exterior como profissional, parceiro, pai/mãe) começa a ficar apertada.
O que funcionava antes já não preenche mais. Esse desconforto, longe de ser um sinal de falha, de defeitos de personalidade, é um chamado para que olhemos para dentro. É um convite para iniciar a segunda metade da vida, que é dedicada menos à conquista externa e mais ao desenvolvimento interno e à integração de quem realmente somos. Como está nesta mudança de referencial de vida, a autoestima baixa frequentemente está ligada à nossa Sombra, isto é, aquela parte de nós que rejeitamos, escondemos ou consideramos inaceitável como, por exemplo, fraquezas, inseguranças, talentos negados, necessidades não atendidas.
Na primeira metade da vida, tentamos calar a Sombra, pois estamos com o foco da energia psíquica na construção do nosso mundo externo, concreto e, na segunda metade, o trabalho é integrá-la. Deparamos com essas características, pois vemos a necessidade de olhar para estes pontos antes renegados com mais sabedoria, como algo que vivemos em nosso mundo real, o que demanda uma coragem e compaixão para essas partes rejeitadas.
Descobrimos que elas guardam tesouros escondidos que não éramos capazes de absorver na fase anterior da vida com toda a sua riqueza, em que nos trará elementos mais qualitativos como sensibilidade e autenticidade. A aceitação de nossa Sombra é um dos atos mais poderosos de amor-próprio e, como o próprio Jung dizia, que a segunda metade da vida é dedicada ao encontro com a Alma. Para muitos, aqui significa resgatar paixões adormecidas, criatividade, intuição e uma relação mais profunda com o mundo interior.
Desenvolver a autoestima nessa fase não é sobre ser melhor, mas sim sobre ser mais inteiro, com o honrar de suas histórias, suas cicatrizes, perdas e suas vitórias como partes constituintes da sua existência. Portanto, é plenamente possível, saudável e necessário o desenvolvimento da autoestima após os 40 anos. Pode ser uma das aventuras mais significativas e profundas da sua vida, num responder sobre uma demanda extremamente humana e com o aceitar deste chamado interior para se tornar mais você mesmo, com toda a riqueza, profundidade e sabedoria que os seus anos carregam.
Gostaria de explorar mais algum desses aspectos? Como essa ideia ressoa em você? Considere um processo analítico como uma forma de obter mais ferramentas necessárias para viver esta fase, com alguém que possa estar contigo neste caminho, neste processo mítico e maravilhoso, numa própria jornada e história única, independentemente da idade. Fica o convite e
. Tudo bem? O medo existencial traz uma necessidade de compreensão e é profundamente válido que você busque entender os sinais dessa inquietação que sente. Muitas vezes ele chega, num viés da perspectiva junguiana, não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas uma voz da nossa psique tentando nos conduzir a lugares mais profundos de nós mesmos. Raramente se apresenta com um único nome e se veste com várias roupagens, confundindo se com outros sentimentos.
"Para que tudo isso?" "O que te move para isso?", "Quem eu sou realmente por trás de todas as máscaras que uso?", "O que eu estou evitando na minha própria escuridão?". Tais perguntas são exemplos de como essa sensação persistente de que a vida, o trabalho e os relacionamentos estão em falta de sentido e sem uma ancoragem existencial que os sustente. O que surge muito nesses momentos, são desinteresse pelo mundo exterior, as coisas que antes traziam alegria perdem o colorido e, em concomitância, há uma desconexão com as nossas vivências do mundo interno, como se tivessem se divorciado.
Há uma sensação de que você é feito de partes que não conversam. Jung diria que é a falta de contato com o Self, nosso centro organizador e ordenador da psique. Estes não são sinais de que você está quebrado, mas sim, são como uma luz de advertência que indicam que algo profundo está pedindo para ser ouvido, que uma parte sua está clamando por atenção e integração. O medo existencial é, em sua essência, o chamado da alma por uma vida mais autêntica, mais alinhada com quem você é de verdade, no seu cerne, numa convocação para uma jornada (a do herói), onde você é desafiado a deixar para trás velhas certezas, enfrentar suas sombras e retornar com o "tesouro", o seu próprio Self realizado.
Se essas são vivências que estão te convocando, saiba que é um território fértil para o trabalho terapêutico, numa exploração corajosa, com muita compaixão de si mesmo. Estou aqui para caminhar ao seu lado nessa exploração, se assim desejar, num convite que faço desde já para vivenciar estas experiências num ambiente terapêutico de confiança, segurança e evolução. Fique à vontade para entrar em contato pela minha página pessoal de contatos. Estou no aguardo e
Vi essa pergunta e achei excelente! Abordar essa questão é profundamente significativa. Na psicologia junguiana, abordagem teórica que trabalho primordialmente, a vida como um processo contínuo de desenvolvimento e busca de sentido, onde a segunda metade da vida tem um propósito tão importante quanto a primeira. Do ponto de vista da psicologia junguiana, a jornada de autoconhecimento não tem data de validade.
Pelo contrário, a segunda metade da vida é vista como um período extremamente rico e propício para um trabalho psicológico profundo. Enquanto na primeira metade da vida estamos mais voltados para o externo, ações sociais, habitar o mundo físico, construir uma carreira, formar uma família e nos adaptar ao mundo. Contudo, a partir de certa maturidade, estatisticamente maior em torno dos 37-40 anos, há um chamado interior que frequentemente se torna mais forte: a metanóia.
É um convite para olharmos para dentro, agora não tanto com o TER, mas sim o SER. São nossas experiências em reflexão, nossas percepções internas e até mesmo metafísica, religiosas, para integrarmos quem somos, nossos sonhos, nossas sombras e toda a sabedoria que acumulamos. Iniciar uma psicoterapia aos 75 anos pode ser um ato profundamente amoroso que você faz, pois é um espaço que se conquistou, seguro e acolhedor que traga reflexões como, por exemplo, dar sentido à própria história, como revisar a jornada da vida, numa integração de vivências dinâmicas, não para ficar preso no passado, mas para entender seus fios condutores, seus mitos pessoais e o significado único da sua caminhada ímpar.
Vejo possibilidades muito qualitativas, como refletir e Integrar partes de nós que foram negadas ou escondidas, em que, na maturidade, temos a oportunidade de acolhê-las com mais gentileza, sobriedade, encontrando uma sensação de totalidade e paz. (integrações e evoluções do Self). Jung escreveu sobre o processo de individuação, isto é, tornar-se quem se é de fato. Na idade madura, isso frequentemente se relaciona com uma conexão mais profunda com a vida, com o mistério e com a nossa própria essência, valorizando as experiências vividas com muita claridade.
Viver as transições que a vida nos traz, mudanças na saúde, nos papéis sociais, nas perdas. A terapia pode ser um porto seguro para navegar essas águas acompanhado por um profissional, elaborando lutos e descobrindo novas formas de se engajar com a vida que se impõe, com cuidado, zelo e dignidade que se precisa. Seria uma honra conversar mais sobre o que te move, estar contigo nesse processo mítico e maravilhoso.
Considere uma proposta de terapia como um belo complemento, um presente que se dá, em que juntos podemos explorar este caminho e o que faz sentido para você, num comando de sua própria jornada e história única, conhecer se e aceitar a sua plenitude, independentemente da idade. Fica o convite e
É completamente natural sentir essa dúvida. buscar compreender melhor o que você está vivenciando é um ato de muita responsabilidade e de coragem ao olhar para essa ansiedade e buscar entendê-la mais profundamente. No trabalho que eu realizo, dentro da perspectiva junguiana, a ansiedade não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas muitas vezes um mensageiro importante da psique. Geralmente, é um sentimento que traz a necessidade de olhar para algo em seu mundo interior, em que este precisa de atenção e cuidado e ser significado num futuro breve para ser integrado na sua história e personalidade.
A distinção entre ansiedade e estresse é sábia e já traz uma reflexão analítica, isto é, o estresse frequentemente se relaciona com pressões externas, a ansiedade pode nos falar sobre conflitos internos, aspectos não integrados de nós mesmos, projeções de desejos a serem realizados em nosso futuro, ou mesmo sobre o chamado para um crescimento necessário e integrativo. Aqui, trago a proposta não de combater a ansiedade não como inimiga e ser extinta, mas sim tentar observá-la com curiosidade.
Quando ela surge? Há padrões? Ela traz imagens, sensações corporais específicas? Nossos sintomas falam para nós o que devemos observar, mesmo através de metáforas que merecem ser escutadas. Como está a sua história de vida? Sonhos e experiências? Como tem vivido? Com energia e presença? Fugas e esquivas? Cada jornada de autoconhecimento é única e sagrada. Sua ansiedade, por mais angustiante que seja, pode sinalizar o desejo de algo novo, que está em demanda para se concretizar, uma potencialidade esperando para ser vivida que te convoca para a evolução humana.
Você já deu um passo mais importante, a busca da compreensão como um ato de cuidado profundo consigo mesmo. Coloco me à sua disposição, para vivermos estas experiências num ambiente analítico que traga um processo revelador, que te mova em suas evoluções necessárias. Entre em contato comigo.
Fico agradecido pela oportunidade de responder tal questionamento. Primeiramente, a sua timidez e insegurança não são defeitos, mas sim vejo como possibilidades de potenciais que, juntos, podemos regá-las para que se transformem em realidades próprias e saudáveis. Não vejo a timidez como uma doença a ser curada, mas como uma mensageira do self - nossa totalidade psíquica - tentando nos dizer algo importante, sobre partes que precisam de acolhimento e integração.
Como possibilidade de interpretação, a timidez pode ser algo em que se aprendeu que ser visível era perigoso. Ela pode carregar medos antigos de julgamento ou rejeição. "Vamos nos sentar e refletir sobre essa percepção da timidez? Não é para julgar, mas para se ouvir a sua sabedoria, o que você capta das suas vivências, os possíveis temores e o que se precisa para se sentir segura.
Há possibilidades de sensibilidades aguçadas também, em que podem ser características de uma capacidade de observação profunda e uma rica vida interior, de auto encontro e não como fraqueza, mas sim como possibilidade de se conhecer melhor, passo a passo num modo seguro e no seu ritmo natural. Perguntas como "Em que momento específico você mais sente essa timidez?" "Ela te traz alguma imagem, cor ou sensação corporal?" são muito válidas para se analisar de uma forma clara e em movimentação evolutiva, em que a percepção pode ser complementada com um auxílio de um profissional da área de psicologia.
Ao questionar se, você já deu o primeiro passo corajoso e podemos caminhar juntos nessa descoberta, num convite que faço desde já para termos um processo terapêutico desvelador, saudável e evolutivo. Entre em contato comigo.
Pergunta essencial no nosso cotidiano humano, em que significa ir além da definição técnica. É validar os sentimentos de quem pergunta, respeitar a experiência e buscarmos um farol de esperança. É profundamente compreensível que você queira entender como é a ansiedade existencial, pois essa é diferente da ansiedade cotidiana. Esta é basal, de um lugar de profundidade da condição humana, que questiona o sentido de tudo e faz a pessoa se sentir.
Para tal, é necessário ver causas destes sentimentos, como processos de desenraizamento que geralmente causam vivências de solidão única, em que temos que assumir e reconhecer que esta é uma jornada única e particular, com suas escolhas, cada vez mais significativas e que busquem aliviar o fardo gigantesco da busca dessa essência. Outro ponto que aparece nestes momentos, são sensações de cansaço e sem motivação, pois se não há um sentido a ser seguido, isso traz percepções descritas.
"O que fazer?", "Qual é o propósito de tudo isso?" A ansiedade existencial não é um transtorno no sentido comum, mas uma resposta à consciência de certas realidades da vida em si, em sua composição mais basal, como a liberdade, o isolamento, a falta de sentido, que acarretam sintomas de angústia. Pode manifestar-se como um nó no estômago, aperto no peito, agitação ou uma sensação constante de frio na barriga, a tradução psicossomática do vazio e da incerteza.
Assim, o que temos que fazer? Para tais momentos, principalmente dentro de um ambiente terapêutico, o início de tudo é o acolhimento dessa dor, em que é vital entender que sentir isso não significa que é errado ou doente. Pelo contrário, você está em enfrentamento das questões mais profundas da existência. O caminho para a paz não está, necessariamente, em encontrar respostas absolutas, mas em dinâmicas de aprender a viver com as perguntas, com construções constantes de significados nas pequenas experiências vividas, nas conexões humanas estabelecidas, nos atos de amor, na criatividade e na coragem que permeiam o nosso passar por esta existência, com esperança no caminho, com possíveis ressignificações, não como uma solução rápida, mas como uma direção, um sentido autêntico.
Para podermos desenvolver melhor este assunto tão essencial em nossas perspectivas de humanidade questionadoras, faço um convite para elaborarmos juntos tais questionamentos, com um possível processo terapêutico que traga um caminhar evolutivo que faça sentido para você. Entre em contato comigo pela minha página pessoal.
Pergunta profunda e significativa de um tema tão central para a existência humana. Vejo o projeto de vida não é apenas um plano ou uma lista de metas, mas sim ele é uma expressão fundamental do que Jung chamava de Processo de Individuação. Nesta abordagem que realizo os meus trabalhos, o objetivo central da vida não são apenas ser bem-sucedido pelos padrões externos de família, sociedade, carreira, mas sim tornar-se quem se é verdadeiramente, de forma plena e única, num fluir pleno e dinâmico de suas ações e pensamentos perante si mesmo e na coletividade.
Esse processo é a Individuação, a jornada de integração dos aspectos conscientes e inconscientes da nossa psique para alcançar um senso de totalidade. Aqui, um projeto de vida é essencial como um Norte, uma referência, dar direção e significado à sua jornada, com uma canalização da energia psíquica com propósito, sem ficar dispersa. O projeto de vida é como um ponto de tensão criativa entre o eu que sou hoje (o Ego) e o eu que posso me tornar (o Self), numa tensão que nos move para frente, dando um sentido de propósito que vai além do trivial, com comprometimento alinhado com nossa essência.
Ele inevitavelmente nos coloca diante de nossos obstáculos internos: nossas sombras, nossas máscaras sociais e nossos complexos. Um projeto verdadeiro nos força a olhar para essas partes e integrá-las, transformando obstáculos em degraus de crescimento. É completamente normal e humano passar por fases de incerteza. Na verdade, esses períodos de vazio ou crise podem ser extremamente férteis.
Eles são, muitas vezes, um sinal de que a psique está se reorganizando num modo evolutivo, que velhas estruturas já não servem mais, e que o Self está preparando um novo capítulo. Nesses momentos, convide se para momentos de reflexões, para um cuidadoso trabalho de escuta interna. Perguntar-se, "O que verdadeiramente me dá energia, mesmo que não seja 'útil'?, "Quais sonhos ou imagens aparecem repetidamente em meus devaneios ou sonhos?, "Quais atividades me fazem perder a noção do tempo?
Espero que estas reflexões iniciais possam servir como um ponto de partida caloroso para a sua própria investigação e coloco me à disposição para pensarmos juntos esse tema tão essencial no caminho humano. Entre em contato comigo pelo meu perfil profissional.
É compreensível que você esteja passando por um momento de profunda reflexão e questionamento. O que você chama de "adoecimento existencial" frequentemente emerge quando nossa alma está nos convidando a olhar para dentro, para os lugares que talvez tenhamos negligenciado em nossas histórias recentes, que deixamos de refletir sobre elas e que demandam atenção através do surgimento de sintomas que nos movem em questionamentos.
Esse "adoecer" não é um fracasso, mas um sinal importante do Self, o nosso núcleo mais profundo, que nos revela que algo em nossa vida está desalinhado, que há uma lacuna entre quem somos superficialmente e quem somos destinados a ser em nossa totalidade. É a sombra, aspectos de nossas vidas e existências que temos negado e não dado a atenção necessária para esta, batendo à porta, pedindo para ser integrada e propondo um reequilíbrio psíquico novo e renovador.
Uma proposta é buscar a reflexão, o analisar, acolher e entender este aspecto da sombra. O mal-estar existencial muitas vezes vem de partes de nós mesmos que foram rejeitadas, negadas ou escondidas "O que esta inquietação está tentando me mostrar? Que parte de mim estou evitando ou negando?" Outra intervenção é a prática da Imaginação Ativa, isto é, um diálogo consciente com o inconsciente.
Esta não é uma fuga da realidade, mas uma forma profunda de ouvi- la. Pode ser através de um escrever um diário, desenho, pintura ou meditação. Permita que os sentimentos e imagens surjam sem julgamento como, por exemplo, se a angústia fosse uma personagem, como ela seria? O que ela diria? Que mensagem ela traz para você? Que significados aparecem?" "Por que estou aqui?", "O que minha alma verdadeiramente deseja?".
Estas são perguntas muito válidas para termos uma reflexão, que nos localizam em nossos valores, sentimentos. Este "adoecimento" pode ser o início de uma jornada transformadora, um convite para uma vida mais autêntica e plena, num processo, numa jornada que pode e deve ser vivida por você, no seu tempo e respeito e, quem sabe, permitir se que alguém o acompanhe nessa trajetória, num passo corajoso e profundamente benéfico, que o auxilie e tenha certos conhecimentos deste mapa nesses territórios internos.
Você está em processo de se tornar alguém mais integral, numa busca de evolução sadia e válida. Para tal, coloco-me a sua disposição, para um processo terapêutico, um espaço de acolhimento, por onde essa jornada pode ser feita. Qualquer dúvida, entre em contato via site ou diretamente comigo nos meus contatos.
Pergunta de uma importância primordial que trazem questões muito profundas. A busca por propósito é uma jornada profundamente humana, e questionar sua ausência mostra que você está ouvindo chamados internos importantes. Na proposta de Jung, onde eu trabalho, a falta de propósito frequentemente surge quando perdemos conexão com nosso Self, o nosso centro organizador da psique que move naturalmente em direção à totalidade e significado.
Isto não é uma "falta", mas como um desencontro, uma digressão temporária entre nossa consciência egóica e a sabedoria mais profunda do inconsciente. Os sintomas geralmente andam por sensação de "andar em círculos", desinteresse por atividades antes prazerosas, questionamentos constantes "por que fazer?", sintomas de ansiedade ou depressão como sinalizadores internos que nos trazem muitos questionamentos e, até em vezes, sofrimentos.
São sintomas importantes, não falhas. São como bússolas apontando para onde nossa psique precisa ir, isto é, o que você sente que faça sentido em sua jornada individual, o que você gostaria de saber, realizar, escutar os sonhos e imaginações, com o propósito não de algo que inventamos, mas algo que descobrimos, trabalho que exige muita reflexão, disponibilidade, sinceridade e coragem que já está latente dentro de nós, esperando para ser vivido.
Este mal-estar que você descreve pode ser o início de uma jornada significativa, uma convocação heróica para si mesmo, que já se iniciou na coragem que você tem ao trazer essa inquietação à luz. Como tem sido para você conviver com essas reflexões? Trago aqui o convite para um processo terapêutico, um espaço sadio por onde essa jornada pode ser feita com acolhimento e orientação. Estou em disponibilidade para conversarmos sobre este e outros temas questionadores. Qualquer dúvida, entre em contato via site ou diretamente comigo nos meus contatos.
Pergunta de uma amplitude enorme e de suma importância. Aqui, trago um viés através da lente da psicologia junguiana, a qual aborda tal questionamento não como uma listagem de problemas. Envolve falar sobre a jornada da individuação, do encontro com a sombra e da busca por totalidade. Começo pelo encontro com a sombra. Este é talvez o desafio central. A nossa Sombra é tudo aquilo que negamos em nós mesmos: nossas raivas, nossas inseguranças, nossos medos, nossos impulsos que julgamos "inadequados".
O desafio mental surge quando nos recusamos a olhar para essa Sombra. Ela não desaparece instantaneamente, ela se manifesta como projeções como, por exemplo, quando criticamos fortemente algo nos outros que não aceitamos em nós, mecanismos de autossabotagem e uma sensação constante de que há algo de errado conosco. Outro ponto interessante sobre saúde mental é analisarmos, reconhecermos e conscientizarmos da nossa Persona, isto é, a máscara que usamos para nos adaptar ao mundo.
A profissional bem-sucedida, o filho forte, o amigo sempre alegre. O desafio aqui e que culminam em muitos sofrimentos, é quando nos identificamos tanto com essa máscara que esquecemos quem somos por trás dela. Isso gera um cansaço profundo, um desenraizamento de nossa essência, uma sensação de vazio e a pergunta angustiante surge: "Quem eu sou quando não estou fazendo isso?". É exaustivo carregar o peso de ser quem o mundo espera que sejamos o tempo todo.
Às vezes, o mal-estar que sentimos é a nossa alma sussurrando que precisamos tirar essa máscara por um tempo e simplesmente SER. Outro ponto de reflexão que vejo como muito válido é a integração dos opostos, em que a psique junguiana é movida por tensões entre opostos: luz e sombra, razão e emoção, espírito e matéria. Os complexos, a energia psíquica travada e causadora de questionamentos e sofrimentos surge quando nos fixamos em um polo e negamos o outro como, por exemplo, a supervalorização de aspectos de racionalidade em detrimento de aspectos de sensibilidade, intuitivos.
O grande desafio e objetivo aqui é aprender a sustentar essas tensões, com um ponto de equilíbrio dinâmico que honre as partes envolvidas, dentro dos seus significados existentes. Assim, da perspectiva junguiana, os desafios da saúde mental são sintomas que servem como um guia de ações, pensamentos a serem realizados para um equilíbrio dinâmico saudável, em que não são inimigos a serem exterminados, mas mensageiros que apontam para partes de nós que estão negligenciadas, feridas ou precisando ser desenvolvidas para termos uma saúde mental válida e evolutiva.
Trago aqui o convite para um processo terapêutico, um espaçopor onde essa jornada pode ser feita com acolhimento e orientação. Estou em disponibilidade para conversarmos sobre este e outros temas questionadores. Qualquer dúvida, entre em contato comigo nos meus contatos.
Pergunta bem objetiva e de um tema que sempre é requisitado. Utilizarei a linguagem de Jung para abordar essa questão, num caminho rico e transformador. A abordagem junguiana vê essa dificuldade não como um defeito, mas como uma oportunidade de crescimento e de diálogo com partes de nós mesmos que precisam de atenção, numa busca de se relacionar de uma forma mais consciente e menos automática.
Essa pergunta que você traz é central para a jornada de autoconhecimento e toca o coração de como nos conectamos com os outros e, principalmente, conosco mesmos. Do ponto de vista da psicologia de Jung, a reactividade, as reações intensas e imediatas que parecem vir de um lugar quase automático, muitas vezes são sinais de que uma ferida ou um complexo foi tocado, energizado com a vivência ocorrida.
Os complexos são carregados com as energias emocionais, de histórias, memórias e dores passadas. Quando alguém esbarra nesse nó, é como se uma parte de nós tomasse temporariamente o controle que, no caso aqui abordado, é a Sombra em Jung, em que não reagimos apenas à situação presente, mas a um acúmulo de experiências passadas. A assertividade, por outro lado, é a voz do Self, o nosso centro mais profundo, essencial e sábio, em que é através desse que temos a capacidade de expressar nossas necessidades, limites e verdades com clareza e respeito, sem ser violado nem violar o outro.
Tornar-se assertivo é um processo de individuação, de se tornar quem você verdadeiramente é, integrando as suas experiências psíquicas, as suas vivências numa forma cada vez mais integrativa e de respeito a si mesmo e com o outro em comunidade. Vejo uns pontos bem interessantes para refletirmos. Antes de mudar, convido você a apenas observar e questionar se. Quando uma reação intensa surgir, respire e pergunte-se gentilmente, numa forma que promova um auto respeito: "Qual parte de mim se sente tão ameaçada agora?", "Esta situação me lembra algo antigo?".
Não tente calar essa parte reativa, ouça-a, respeite e busque integrá-la. Ela é uma mensageira da sua Sombra, a qual tenta te proteger de uma dor antiga. Aceitar sua existência é o primeiro passo para integrá-la e não ser mais dominado por ela. Uma reflexão também que eu vejo aqui é que a reatividade é instantânea e a assertividade nasce de uma pausa. Nesse espaço, reflita, respire fundo e pergunte: "O que eu realmente preciso expressar aqui?", "Qual a forma mais sábia e genuína de me posicionar?".
Aqui é um lugar do habitar se, de reconhecer se e de sua consciência nascer. Reconheça essas vozes como partes de você, mas não como donas da verdade. Construía uma relação com elas e você pode agradecê-las por tentarem te proteger e então escolher uma resposta mais alinhada com a sua essência. Trouxe um pouco do que podemos refletir e lembre-se que este não é um processo linear. É uma dança, evoluções e questionamentos, estagnações e dinâmicas, num diálogo contínuo com você mesmo.
Cada momento de consciência, cada experiência conquistada, é uma vitória tremenda na sua jornada de individuação, numa reconexão com a sua própria totalidade.
É muito significativo que você esteja buscando formas de se conhecer melhor. É um desejo de mergulhar nas próprias profundezas e é, em si, um poderoso ato de coragem este primeiro passo essencial na jornada do autoconhecimento e autodesenvolvimento humano. Na perspectiva psicanalítica, o autoconhecimento não é um destino a ser alcançado, mas um processo contínuo de escuta e interpretação de si mesmo.
As perguntas que fazemos a nós mesmos são as ferramentas que nos permitem limpar a poeira e revelar a imagem que está sempre se formando, com suas interpretações e assimilações. Vejo nestas possibilidades de questionamentos, uma oportunidade de analisar os seus afetos, reações e sentimentos, com perguntas como "O que me move?", situações que tragam vivências e reações intensas como raiva, tristeza, alegria, angústia desproporcionais, as quais trazem possibilidades de análises de complexos questionadores, imobilizadores e que proporcionam certo sofrimento.
Neste viés, vejo perguntas como "O que essa emoção que sinto agora está tentando me proteger? Me dizer?", em que muitas vezes estas emoções difíceis são mecanismos de defesa que tentam nos guardar de uma dor maior ou mais antiga, isto é, possibilidades de neuroses não significadas, as quais vão se repetindo na sua história de vida. Aqui, entra um ponto de suma importância: a compulsão à repetição é um conceito freudiano crucial.
Identificar esses padrões é o primeiro passo para entender o que eles tentam, inconscientemente, resolver ou reviver para serem ressignificados. Perguntas como "O que eu realmente desejo, para além do que é socialmente esperado de mim?", Se eu não tivesse medo do julgamento, do fracasso ou da rejeição, que vida eu estaria vivendo?", trazem perspectivas de separação do nosso desejo e do outro, o que na psicanálise é um trabalho fundamental.
Temos diversos pontos que podemos trabalhar dentro da perspectiva psicanalítica, como sonhos, análise histórica, construção de personalidade, convívios sociais que nos moldam, em que o objetivo não é encontrar uma resposta "certa" rapidamente, mas sim, ver que o valor está no processo de questionar-se para evoluir. Tente acolher esses questionamentos sem julgamento, como um explorador curioso do seu próprio universo interno.
Escreva sobre eles como um registro pessoal e reflexivo, como um aliado, pois a escrita muitas vezes revela coisas que o pensamento sozinho não captura. Essa jornada é íntima e singular. Coloco me à sua disponibilidade para conversarmos sobre este assunto e demais temas que te tragam questionamentos.
Esta aí uma pergunta que é de essencial importância na nossa realidade de vida e nos ambientes terapêuticos. Trarei aqui uma interpretação psicanalítica. Sob uma perspectiva que leva em conta a profundidade da psique humana, podemos pensar que a tecnologia digital, como qualquer expressão da criatividade humana, carrega uma dualidade intrínseca. Ela não é inerentemente boa ou má; mas atua a partir da função, sentidos a ela fornecidos, que reflete e amplia aquilo que já carregamos dentro de nós.
Vejo que a tecnologia digital pode ser usada para auxiliar a promover uma versão específica de autocuidado mas, no meu ver, de forma como uma introdução e auxiliar num possível processo de autocuidado. Ela oferece alívios sintomáticos imediatos, mas pode, paradoxalmente, obstruir o caminho para uma elaboração psíquica mais profunda. Pode-se parar e deixar de trabalhar um ponto de suma importância no desenvolvimento da psique, retendo se a uma falta de interação com o outro que pode ser muito mais profundo e impactante.
Como a tecnologia funciona num aspecto estruturado e mensurável, vejo limitações numa busca limitada a razão lógico-dedutiva. Uma ilustração seria de que ao invés de elaborar se um processo de a angústia subjacente, por exemplo, o sujeito se engaja em um ritual obsessivo de auto-otimização, com resultados de que o cuidado de si pode se transformar em mais uma demanda superegóica, com deveres e obrigações introjetadas, "Você deve meditar por 10 minutos", "você *deve* atingir 10.000 passos", "Você deve rastrear e controlar o seu humor", negando numa superficialidade os reais motivos que criaram a angústia, não olhando para esta de uma forma profunda e analítica que esta merece.
O superego, que já é internalizado e nos policia como referencial de ideal, ganha uma voz digital externa e constante, potencialmente aumentando a culpa e a sensação de inadequação quando as metas não são atingidas. Outro ponto é o acesso ao inconsciente. Este, por definição, é inacessível à consciência direta e à quantificação. Vemos a sua existência através de suas manifestações, como os atos falhos, sonhos, chistes e sintomas, em que a tentativa de mapear o self através de dados pode ser uma forma de resistência, uma fuga da complexidade desorganizada e assustadora do inconsciente para a aparente ordem e previsibilidade dos gráficos e números.
Isto é, pode levar o sujeito numa relação com uma imagem de si mesmo e não com sua realidade psíquica conflituosa. Sob um viés psicanalítico, a tecnologia digital não promove o autocuidado de forma direta, mas sim pode trazer imediato alívio de sintomas de ansiedade, tédio, solidão mas, podem servir como *tapas-buracos* que impedem a investigação das causas profundas. Aqui, tem um outro perigo enorme: Reforçar defesas egóicas como a racionalização e a obsessão por controle em detrimento do contato com o inconsciente.
Para encerrar, jamais desprezaria totalmente a tecnologia, em que a vejo como um primeiro passo para pessoas que de outra forma não buscariam ajuda. Pode servir como um objeto de contenção suficiente e basal para que o sujeito posteriormente busque uma análise ou terapia mais profundas, usando os conteúdos de reflexão gerados pelas tecnologias em geral e associá-las com críticas, reflexões mais qualitativas deste material, com associações e interpretações em conjunto com um profissional da área de saúde.
A tecnologia digital para o autocuidado é como um remédio sintomático, que age no sintoma mas, não diagnostica, não trata e analisa o que está causando. Na atividade psicanalítica é menos sobre gerenciar sintomas e mais sobre se aventurar na escuridão do próprio desejo e conflito para, só então, encontrar uma forma mais autêntica e menos sintomática de viver. Para vivenciarmos este e outros temas de conteúdos que te tragam questionamentos, ações imobilizadoras, convido para termos conversas e, quem sabe, um encontro psicanalítico que auxilie no seu processo de desenvolvimento e saúde mental.
A rejeição é um ato das relações humanas que, infelizmente, tem certa frequência de acontecimentos e é profundamente humano buscar respostas para a dor da rejeição. O fato de você trazer essa questão já é, em si, um primeiro e corajoso passo para lidar com ela, para acolher tudo o que está sentindo. A rejeição machuca porque toca em algo muito fundamental em nós e é, na interpretação psicanalítica, uma ferida narcísica, um lugar que tal ação nos torna vulneráveis, que questionam os nossos valores e a capacidade de ser amados e aceitos.
Vejo como possibilidades de intervenções iniciais algo de muita importância: não lutar contra a dor, mas se permitir senti-la, buscar o motivo e o que ecoa em nós quando tal fato ocorre. A rejeição não é um evento a ser contornado rapidamente, mas uma experiência a ser elaborada, ressignificada e assimilada em nossa história de vida integral. Outra possibilidade de interpretação é sobre o movimento da rejeição em que, muitas vezes, esta fala mais dos desejos, histórias, medos e conflitos internos de quem rejeita, dos seus valores pessoais e éticos.
Esta possibilidade nasce do ponto de que a pessoa pode nos rejeitar porque nós a lembramos de algo que ela não elaborou, de que nossa presença e ações trazem elementos de insegurança dela, ou simplesmente porque não atendemos a uma expectativa específica que ela carregava. Aqui, é elementar identificar, separar e investigar o significado que você atribuiu àquela relação ou aceitação, num convite a perguntar "O que aquela pessoa ou aquele grupo representava para mim?" " O que se viveu ali que foi interpretado como rejeição?" Muitas vezes, buscamos no outro a confirmação de algo que desejamos para nós mesmos.
A dor intensa pode sinalizar que você depositou no outro muita energia, expectativas que são suas e que não se observou o outro, o diferente que existe na outra pessoa, a qual vivenciou a experiência de outra maneira. Temos aqui a função de espelho que confirmaria seu sucesso projetivo, seu talento ou sua capacidade de ser amado mas, embasada apenas na sua interpretação, na vivência única do fato.
Compreender essa projeção ajuda a recolher essa expectativa de volta para si mesmo, tornando-se menos dependente da validação externa. Trouxe aqui uma pincelada sobre o fenômeno de rejeição. O que se busca num processo terapêutico inicial, com o permitir-se sentir a mágoa, a raiva, a tristeza, sem julgamento, num ambiente especializado para que isso ocorra com segurança, numa análise objetiva dos fatos.
Ser rejeitado é uma experiência universal. Não é um sinal de que há algo fundamentalmente errado com você, mas um sinal de que você é humano e se coloca no mundo, com riscos inerentes de uma vida real.
Os padrões negativos de pensamento, infelizmente, ocorrem e causam certos desconfortos. Contudo, um ponto muito bom de você trazer essa questão já demonstra uma importante capacidade de auto-observação, que já está em questionamento, em movimento e isso é em si é um passo significativo. Os nossos pensamentos existem em decorrências de padrões mentais, em que muitas vezes acontecem como caminhos neurais habituais que percorremos quase automaticamente.
Na psicanálise estudamos e trabalhamos que estes padrões não surgem ao acaso, isto é, eles carregam histórias, dialogam com experiências passadas e muitas vezes tentam nos proteger, ainda que de formas que hoje nos causam sofrimento. Quais são estes pensamentos? Quais as naturezas destas manifestações? Suas funções. Tem situações gatilho que os despertam? Como você tem se relacionado com esses pensamentos até agora?
Vejo estas perguntas como uma análise inicial, vivenciar estes pensamentos sem julgá-los severamente. Quando um pensamento negativo surgir, experimente anotá- los para depois refletir, observá-los como quem observa de fora, de longe, veja as suas reações, numa forma de tentar realizar uma desidentificação, uma tentativa neutra de se observar. Com estes conteúdos em mãos, temos possibilidades de refletir neles, com um maior poder analítico, de desconstruções e assimilações que uma terapia pode trazer.
Cada pequeno momento de consciência sobre esses padrões já é uma mudança significativa, já é uma ressignificação e uma evolução. Estou aqui para acompanhar seu processo de descoberta. Fique à vontade para entrar em contato e, caso possível, iniciarmos até mesmo um processo psicanalítico, com muito acolhimento e respeito. Abraços e
A roupagem psíquica é um conceito psicanalítico, muito associado a Melanie Klein. Esta teórica da psicanálise descreve como sendo um processo pelo qual o ego - a parte consciente e organizada da nossa mente - reveste as nossas pulsões e fantasias inconscientes mais primitivas e perturbadoras com imagens, cenários e experiências mais toleráveis e simbólicas. Trata-se, em base, de um mecanismo de defesa essencial para o desenvolvimento de uma mente saudável, isto é, com a roupagem psíquica, conseguimos manter uma relação intrapessoal equilibrada e interpessoal organizada com o meio ambiente, numa forma que busque um equilíbrio mais saudável possível.
A idéia está essencialmente ligada aos conceitos de pulsões de vida e de morte - Eros e Thanatos - de Freud. Klein acreditava, e trabalhava em suas associações teóricas e comprovadas na sua prática clínica, que desde os primeiros estágios da vida, o bebê é assolado por ansiedades intensas geradas pela pulsão de morte (medo de aniquilação, fragmentação). Para manter uma defesa poderosa contra os ataques dessas ansiedades arcaicas e aterrorizantes, a mente precisa encontrar uma maneira de "vesti-las" com algo mais concreto e manejável para manter uma integralidade do Ego, que este não entre em colapso e transforme o medo abstrato em uma imagem ou cenário mais específico e palatável.
Assim, mantém uma defesa do ego que possa se fortalecer cada vez mais, com mecanismos de defesa mais complexos, resistir e diminuir o impacto de ansiedades, criando formas de sobreviver ao seu próprio caos interno, usando as imagens do mundo externo para dar forma e significado aos seus terrores mais profundos. Se quiser saber mais sobre este tema e outros relacionados à psicanálise, deseja realizar um processo psicanalítico, entre em contato com uma reserva de consulta através do meu site e contatos pessoais.
Assunto muito bom para elaborarmos juntos. Trarei aqui uma intervenção no olhar da teoria junguiana. Na abordagem junguiana, as competências socioemocionais não são vistas como técnicas isoladas, mas como subprodutos do processo de individuação, isto é, a busca de você ser o que realmente é, o real desejo de se localizar perante si mesmo e no mundo. O seu impacto na saúde mental é, portanto, profundo e multifacetado.
As competências socioemocionais são as capacidades da consciência do ego de se relacionar de forma saudável com os conteúdos internos (inconsciente) e externos (mundo). No primeiro ponto, tem-se a autoconsciência como base de toda a saúde mental. Reconhecem se as emoções, impulsos e padrões, que aqui já se caracterizam a identificação de aspectos da Sombra (os complexos autônomos reprimidos que tem muita influência em nosso ser).
Estes, necessariamente, têm que ser confrontados, reconhecidos como da nossa natureza da psique como, por exemplo, reconhecer conteúdos indesejados, vistos como imorais, mas, que estão aí. Ver que "isto também sou eu" é um ato de coragem que reduz a projeção (atribuir aos outros o que é nosso) e liberta energia psíquica presa na negação e consequentemente integração evolutiva. Outro ponto muito importante são os trabalhos com os Complexos (energia psíquica travada que impede o desenvolvimento pleno da nossa personalidade), em que temos que gerenciá-los, ver as suas intensidades, e os motivos que causam as nossas identificações com eles "não sou apenas essa raiva, "eu sinto essa raiva".
Vejo na empatia um termo que causa muita facilitação com outros e necessária para se ter uma vida social sadia. Em Jung, ela facilita a conexão com os outros e traz a chave para entender as projeções. Se me irrito excessivamente com alguém, a empatia pode me levar a perguntar: "O que isso em mim que eu não suporto e estou vendo no outro?". Uma pergunta dessa é altamente reflexiva e nos leva a "entrar no lugar do outro", ampliando a nossa visão de mundo numa forma mais completa e menos polarizada.
Trago aqui alguns pontos basais na abordagem junguiana sobre o tema. Se desejar aprofundá-los e vermos outros temas que te colocam em ação, te convido para um encontro e possível futuro processo terapêutico, em que abordaremos temas como estes, de reduções de sofrimentos psíquicos, de elaborarmos uma maior Resiliência Psíquica que nos auxilie a buscar sentidos de vida. Visaremos uma condução de uma vida mais saudável, com um profundo sentimento de significado, uma vivência que esteja alinhada com a própria natureza essencial. Fica um convite para uma consulta inicial.
A interação terapêutica é um dos pilares principais do fenômeno clínico e trarei aqui uma abordagem junguiana sobre o tema. Vejo na abordagem terapêutica Junguiana uma conexão que vai muito além da conversa entre terapeuta e paciente, isto é, vejo um processo dinâmico, profundo e dialético, onde ambos os participantes são transformados, como um encontro humano autêntico entre duas psiques, que sairão transformadas num novo passo evolutivo mútuo.
Tal interação é vista num campo relacional e energético criado entre o analista e o analisando, onde o inconsciente de ambos se comunica e interage, com o foco principal nos movimentos de dissolução dos complexos e no processo de individuação do paciente, em que se busca a integração dos aspectos conscientes e inconscientes da personalidade deste, numa forma fluida, como menos obstáculos possíveis (complexos).
Elabora se um termo colocado por Jung, o Diálogo Consciente-Inconsciente e dialético, em que o terapeuta promove um espaço mais acolhedor possível para que o cliente se manifeste, sem censuras, sem limites e que tragam possibilidades de reflexão que desbloqueie os complexos (traumas, situações de sofrimentos), numa reelaboração destes mediante a vida presente do paciente, numa forma intrapsíquica e interpsíquica, que se manifestam nas relações presentes.
Na abordagem Junguiana, o terapeuta não é um mero observador neutro, mas sim um participante ativo nesse diálogo, em que a Sua própria personalidade, sua história pessoal, profissional e reações são instrumentos fundamentais do processo, numa presença da humanidade do terapeuta, sendo ativo, não se escondendo numa persona médica rígida e evidenciar uma presença genuína. Assim, o terapeuta transforma se numa tela para o inconsciente do paciente, recebendo os conteúdos deste, suas fantasias, projeções, emoções, sentimentos ainda não elaborados, auxiliando a conter essas emoções, refletir sobre elas e, no momento certo, devolvê-las ao paciente de uma forma que ele possa assimilar, transformando-as em insight.
Trouxe aqui uma breve introdução da interação terapêutica na abordagem junguiana, em que se foca não apenas na cura apenas com técnicas ou interpretações, mas sim da qualidade do encontro humano genuíno, onde o inconsciente de ambos os participantes é convidado a dialogar, criando um ambiente onde o Self do paciente pode emergir e florescer. É uma jornada em direção à totalidade.
Está é uma pergunta de muito interesse no mundo da clínica, em que trarei uma abordagem junguiana sobre o tema. Superar pensamentos repetitivos ou obsessivos na abordagem junguiana é um processo profundo e transformador, que vai muito além de simples técnicas de intervenções. Na perspectiva Jung, tais pensamentos e ações não são vistas como um conteúdo a ser eliminado, mas sim como elementos psíquicos que temos que debruçar do porquê destes acontecerem, de serem mensageiros do inconsciente e que podemos integrá- los a totalidade, que clama para ser ouvida e integrada.
A totalidade psíquica é orientada por um princípio autorregulador, isto é, se tais pensamentos ocorrem em excesso, temos que olhar os motivos, os seus componentes, como um farol piscando, de uma emoção não processada, complexos ativos que estão negligenciados na personalidade, isto é, conteúdos que estão na sombra, reprimidos e que se manifestam assim que tem uma abertura no mundo do consciente.
Num exemplo, destaco a ativação de um complexo, em que a obsessão gira em torno de um aglomerado de imagens, emoções e memórias de um núcleo central (como complexo de inferioridade, de abandono, de poder). O pensamento obsessivo se transforma numa voz, numa manifestação desse complexo, sequestrando a consciência. Uma forma de tentar curar tal manifestação é atentar para as repetições desarticuladas destas ações, simbolismos, numa forma de "entender mensagem" e integrar seu conteúdo, em que a força do consciente sozinha é insuficiente.
Isto é, busca se uma aliança com o inconsciente, com mecanismos de aceitação, observação, integração, compreensão dos conteúdos expostos pelo inconsciente em mensagens simbólicas, sem combatê-las para não as fortalecer ainda mais. Tal técnica é elaborada em terapia pela imaginação ativa, com o engajamento do inconsciente e de todas as manifestações que se suporta num ambiente terapêutico, em que o terapeuta fornece um lugar que sustente tais falas e manifestações sem preconceitos, registrando os, anotando com o máximo de veracidade, sem censura.
Desta interação, surgem as oportunidades de conscientizar tais conteúdos como, por exemplo, com o estabelecimento de perguntas que tragam motivos de tais manifestações e conscientizando os com as respostas captadas, sem críticas e espontâneas, com todas as suas riquezas simbólicas ("O que você *realmente* quer?", "Por que você está aqui?" ou "O que você está tentando me proteger?") Aqui, é uma breve ilustração extremamente básica do que acontece num processo analítico, em que o analista busca facilitar a Imaginação Ativa, a interpretação dos sonhos, identificar e integrar os complexos fortalecendo o Ego.
Fica um convite para uma consulta inicial e um provável processo analítico, em que trago uma proposta de uma jornada heroica de autoconhecimento, de ter a coragem de ouvir as partes mais escuras e assustadoras de si mesmo e suas linguagens simbólicas e, ao fazer isso, transformar a obsessão que aprisiona em insight que liberta.
A raiva é um tópico que surge muito no cotidiano nosso de cada dia e é um tema abordado com muita frequência nas sessões analíticas. Na abordagem Junguiana, a raiva é interpretada a partir de uma perspectiva que visa integrar aspectos conscientes e inconscientes da psique, incluindo arquétipos, complexos e a dinâmica entre o ego e a sombra. Trago aqui algumas propostas das principais causas e gatilhos.
Uma proposta, para iniciar, é sobre a repressão da Sombra. Isto é, negar aspectos, repreendê-los e não os integrar. Quando se reprime aspectos de nossas emoções que deveriam ser vividas parcialmente ou em sua integralidade com o intuito de manter o equilíbrio social, podem ocorrer súbitas ações desproporcionais de emoções. Estas são causadas por gatilhos associados a história da pessoa que podem não ter sentido na hora mas, são usadas como um meio de manifestação que a energia psíquica reprimida encontrou para se manifestar que, nesse caso, é a raiva.
Gatilhos comuns são situações em que a pessoa se sente injustiçada ou desrespeitada, associada a histórias prévias de repreensão, em que tais conteúdos sombrios não trabalhados se mostram de súbito. Outro ponto interessante da proposta analítica para o tema são as ativações dos complexos, isto é, são núcleos emocionais inconscientes que distorcem as reações devido a sua natureza repressiva como, por exemplo, um complexo de inferioridade, situações de abandono e humilhações que, por não serem desejadas e reprimidas, trazem reações explosivas de autoafirmação muito contrárias a uma forma saudável de manifestação.
Falas impositivas e agressivas surgem aqui, com gatilhos comuns de discursos vividos como negativos, críticas ou situações que remetem a feridas passadas. Situações de inflação de Ego são típicas de problemas de raiva, em que o ego se identifica com uma figura de referência em excesso, o que trarão desafios excessivos e até inviáveis de serem feitos, gerando assim frustrações de não realizar o desejo e o posterior despertar de comportamentos de raiva.
Outro tópico da raiva em Jung é a falta de conexão com o Self, em que causam um desequilíbrio com o centro organizador da personalidade da pessoa, com sintomas de reações infantis, descontroladas e muito instintivas como a raiva. A raiva em Jung não é só negatividade, mas sim sintomas de que aspectos importantes da psique exigem atenção e transformação. Você tem vivido sentimentos de raiva?
São manifestados? Sente gatilhos recorrentes que despertam tal sentimento e possíveis futuras ações? Que sentimentos isso tem te causado? As repetições e ações baseadas em raiva trazem aspectos de muitos questionamentos, pois causam, geralmente, paralisações de ações e pensamentos não construtivos. Aconselho, sempre, a busca de um profissional da área para ter um acolhimento de tais sentimentos vividos que imobilizam, travam a vida e podem até trazer regressões evolutivas. Faço uma proposta de reflexão e possível desenvolvimento de um processo analítico.
Pergunta interessante. Farei uma associação de tal proposta com a abordagem junguiana. O aproveitar o poder da reflexão positiva traz em si um pré requisito muito válido: o foco no positivo. Pode-se, então, trabalhar com uma interpretação e desejo de viver a realidade numa forma construtiva, que promova o autoconhecimento e transformações evolutivas. Vejo que podemos fazer umas associações introdutórias como, por exemplo, anotar um diário em que se possa registrar tais sentimentos, ações, vivências tidas como positivas, em associações com símbolos, sincronicidades que possam ser interpretadas com tais sentidos.
Com uma ação assim, registra se tais momentos, numa conscientização mais sólida de tais acontecimentos, dos motivos que são positivos e de fazê-los evoluir em si, na sua vida. A posse de tais reflexões em escritos, ou outras formas de registros, avalia se o que é vivido, o reprimido (elementos de sombras) e motivos pelos quais foram assim significados nestes conteúdos. Refletir, ressiginificar e integrar os conteúdos num lugar do positivo, do construtivo, do autêntico.
Um ponto muito interessante desta convergência elaborada aqui, são as vivências positivas dos arquétipos, como estes ressoam em si. Tais figuras em Jung são vistas como vivências universais, que todos nós somos permeados por elas, mas, que apenas nós podemos significá-las perante nossas realidades. O que ressoa em você? Como pode se trabalhar tais vivências numa forma positiva? Um exemplo como figuras arquetípicas como o Sábio (conhecimento), o Curador (cura e ressgnificação), o Herói (romper barreiras para a construção do novo) se manifestam em você?
Como vivê-las numa forma positiva? Construtiva? Rituais de gratidão podem surgir nesses momentos, em que Jung traz como momentos em que reconhecemos aspectos construtivos da vida externa e interna como positivo, do porquê que aconteceram e integrá-los de forma saudável no Self. É bom observar os sentimentos que surgem num momento de agradecer por um emprego desejado, por romper barreiras intrassubjetivas, como desafios vencidos e ver o bem-estar que isso causa.
Momentos de sincronicidades são muito interessantes também nesse ponto da reflexão positiva, em que estes são associados a momentos construtivos geralmente, como pensar em um amigo e este te comunicar, virar uma esquina e ver que escapou de uma possível situação de sofrimento, em que são vistas e integradas do que se está no caminho correto da evolução integral. Essa é uma breve reflexão sobre as associações positivas das temáticas descritas, em que convido, desde já, para uma proposta de um encontro, de uma reflexão analítica e possível análise.
Para tal, convido para uma consulta inicial, um agendar uma consulta pelos mes contatos para elaborarmos esta construtividade de uma forma integral e justa.
Gostei muito da pergunta e aproveitarei para fazer uma associação com a abordagem junguiana, a qual predominantemente trabalho. Vejo o mindfulness, a atenção plena, como uma poderosa ferramenta, um aliado no desenvolvimento e entendimento das emoções humanas e (por que não?) dentro de um trabalho clínico da abordagem junguiana. Opino em que ambos trabalham com uma proposta de consciência ampliada, a integração de aspectos sombrios e o autoconhecimento, as quais visam um processo de desenvolvimento integral humano.
No mindfulness, há a observação de pensamentos e emoções, sem a necessidade de reagir ou reprimir, fato que pode ser associado como um facilitador e comunicação com os conteúdos inconscientes tidos na psicologia junguiana, com o trabalho da Sombra (conteúdos rejeitados, reprimidos por nós mesmos). Praticando a atenção plena, a pessoa pode perceber emoções e impulsos negados sem identificação excessiva, com uma compreensão de tais conteúdos existentes e, consequentemente, integrá-los numa forma sadia.
Mantendo a mesma linha de pensamento, vejo que essa associação de teorias pode elaborar um "espaço interno", um lugar de autoconhecimento, observação em que essas forças podem surgir sem discriminações, mas, com referências que podem facilitar as suas compreensões. Podemos aqui interagir o espaço interno do mindfullness com figuras arquetípicas de Jung, em que estas últimas serão usadas como meio de significação e integração na saúde mental da pessoa.
Outro ponto que vejo de muita associação é a relação de que ambas as propostas trazem interações de tirar o ego do centro da compreensão, mas sim, de não se identificar apenas com as figuras egóicas e temporárias. Facilita se uma compreensão mais profunda através do reconhecimento de que a vida da psique (Self) é um lugar muito mais amplo, uma autopercepção que facilita o diálogo com o inconsciente e proporcionará uma forma mais equilibrada de individuação da pessoa.
Vejo que você está numa situação que traz um questionamento que é abordado como um ato "fora do normativo", em que você se coloca como uma pessoa "diferente", mas, com observações muito válidas para elaborarmos juntos. O contato físico com sua mãe gerar desconforto, pode ser um sinal de que seu inconsciente está demarcando limites para fortalecer sua identidade separada dela, isto é, a priorização do seu processo de individuação, em que Jung traz esse ponto como uma necessidade de autonomia e manifestação de seu ser numa maior liberdade.
Aqui, vemos que a sua experiência com a sua mãe real, ativa pode ser um aspecto negativo do arquétipo da grande mãe, o qual tem dois lados, o acolhedor e o devorador. O segundo parece dominante e é vivido como uma necessidade de afastamento nesta abordagem. Compreendo como a convivência pode ser difícil sem um contato. Sentir-se em questionamento é também é uma situação de angústia, mas, também é um movimento ativo de ação, em que a dúvida já é um movimento de ação psíquica.
Há ressentimentos? Conflitos não resolvidos? Este aspecto manifesto na resistência ao toque, em que o corpo carrega memórias da vida, da consciência que não são significados e realiza se no afastamento. Como é o relacionamento com a sua mãe? Próximo? Distante? Intenso? Construtivo ou não? Houve alguma dinâmica disfuncional na infância? Outro ponto: não é uma manifestação patológica não gostar do toque físico com a sua mãe.
Pode ser um estilo de personalidade como, por exemplo, uma personalidade introvertida, que valoriza as vivências intrassubjetivas, com espaços externos claramente determinados. Jung valorizava a singularidade e entender o que esse sentimento revela sobre sua jornada psíquica. Observe se sem julgamento, anote quando o desconforto aparece. Há situações específicas? Como são as interações com sua mãe? Desenhe, escreva, medite sobre "mãe". O que surge? Uma figura amorosa? Uma figura opressora? Se tiver mais dúvidas, elaborações,
Como está? Obrigado pela oportunidade de estar presente contigo neste questionamento. Apresento uma reflexão que podemos refletirmos juntos. Vejo que você está enfrentando uma situação dolorosa e que ocorre em grande frequência nos relacionamentos, onde a falta de gestos de afetos físicos, como beijos descritos por você, podem trazer dúvidas e sofrimentos que podem prejudicar a conexão emocional e sexual.
Na análise Junguiana, vemos tais fenômenos como manifestações dos aspectos conscientes, tanto quanto os inconscientes do relacionamento, dentro os quais trarei alguns exemplos e pontos que podemos trabalhar. A ausência de beijos, pode ser aspectos simbólicos de união, de conexão do casal. Como vocês estão no cotidiano? Quais ações você associa a ausência dos beijos? O que tem ocorrido para tal diminuição da frequência dos beijos?
Vejo também a possibilidade de divergências de aspectos de anima e animus do casal, isto é, a desarmonia causada por alguma vivência de desconexão entre vocês, em que a ausência de beijos pode indicar um desequilíbrio na dinâmica inconsciente. Tem aspectos de projeções em dúvidas vividas entre ambos, assim como a manifestação de sentimentos reprimidos? Aqui, podem ser aspectos de sombra do relacionamento que não estão integrados entre vocês, está em falta.
Seria interessante conversar sobre essa falta com o parceiro. Aconteceram divergências? Mágoas ou desilusões que não foram expressas? Trabalhadas num diálogo construtivo? Projeções de expectativas não verbalizadas? "Se ele me amasse, beijaria sem eu pedir". Rotina não desejada Motivos da não proatividade de mudanças de rotina podem ser sinais de desconexões. Nesse caso, terapia de casal ou individual (para ambos) poderia ajudar a trazer à tona esses aspectos.
Vocês merecem sentir-se desejados e amados na plenitude, numa possível reciprocidade, em que, às vezes, a crise pode ser o chamado para uma relação mais profunda – consigo mesma e com ele. Vejo repressões, anulações das ações da energia psíquica numa forma ativa, as quais podem ser trabalhadas e recolocadas em movimento através de um processo terapêutico. Se tiver mais dúvidas,
Como está? Obrigado pela pergunta e pela oportunidade de responder a este questionamento. Apresento uma reflexão na abordagem da psicologia Junguiana. Vejo a repressão ou não realização de desejos sexuais como algum impeditivo, um bloqueio do desenvolvimento psíquico, em que a sexualidade é uma das expressões fundamentais da energia psíquica, um acionador das atividades humanas. Em Jung, a sexualidade não é apenas uma manifestação do aspecto biológico, mas sim uma manifestação, uma expressão do Self.
Na repressão sexual, dos desejos sexuais - por questões morais, históricas - esta desvinculação da energia é relegada à sombra, isto é, aspectos da nossa psique que negamos em nós mesmos. Como esta energia ainda existe, a mesma buscará se manifestar de formas indiretas, tais como ansiedades, depressões, sentimentos de culpa e projeções de traços reprimidos, até mesmo de ações compulsivas como forma de aliviar a repressão e agir no mundo.
Tais ações visarão reposicionar a energia vivida como inadequadas, com um reestabelecimento de uma conexão psíquica e física saudável, um reposicionamento de presença existencial, autopercepção de visão de mundo e do que fazer neste de forma saudável e construtiva. Como sente e desde quando tem tais repressões? São realizadas por quais motivos? Vivências de repressões na infância? Tem sensações de vazio e autenticidade?
Percepções de dissociações? Dificuldade de relacionamentos? Ao responder tais perguntas com alguns "Sim" vemos repressões, anulações das ações da energia psíquica numa forma ativa, as quais tem que ser trabalhadas e recolocadas em movimento através de um processo terapêutico, com o objetivo de ressignificar as referências de vida numa forma construtiva. Se tiver mais dúvidas,
Como está? Primeiramente, fico grato pela oportunidade de estar presente contigo nesse questionamento. A teoria psicanalítica constitui se destes três grandes pilares descritos na pergunta, isto é, ID, EGO E SUPEREGO, como conceitos que se explica a estrutura da psique humana e, posteriormente, em que se realiza a intervenção via consultas em psicanálise. Primeiramente, o ID é descrito como uma parte mais primitiva, inconsciente da mente humana e é regido pelo princípio do prazer, isto é, busca sempre a gratificação, a realização dos desejos e impulsos psíquicos e biológicos (fome, sexo, agressão) numa forma mais imediata o possível.
Posteriormente, temos o EGO, em que é a parte racional, consciente e regida pelo princípio de realidade, isto é, leva em consideração a realidade compartilhada e é a responsável por intermediar as relações do ID e Superego com a realidade. Num modo mais simples, é o negociador entre as exigências dos desejos do ID, assim como as exigências do SUPEREGO e satisfazer as próprias necessidades nas vivências.
Para finalizar, temos o SUPERego. Temos aqui a internalização dos conteúdos morais, sociais que constituem a nossa realidade compartilhada. O Superego é o responsável em cobrar o Ego para que este realize as suas potencialidades mas, de uma forma que respeite as interações sociais, isto é, é um "juiz", que cobra o ego em suas ações e que o pune este no momento em que realiza ações parciais e não satisfatórias para o superego, com sentimentos de culpa, impotências, como exemplo.
Apresentei aqui, numa forma básica e numa tentativa didática os princípios básicos sobre a teoria psicanalítica, em que me coloco em plena disponibilidade para desenvolvermos um possível processo terapêutico.
Como está? A teoria psicanalítica tem conceitos básicos no momento em que se realiza a intervenção via consultas em psicanálise. Primeiramente, observa se traços da presença de possíveis conflitos entre as experiências vividas e entre o princípio do prazer e a realidade, isto é, as percepções próprias do indivíduo e das suas relações com a realidade compartilhada, as quais sempre geram divergências, questionamentos que podem gerar imobilizações de aspectos da vida cotidiana, assim como neuroses (imobilizações psíquicas).
Para colocar esse conteúdo em ação, utiliza as técnicas de associação livre, em que o paciente é incentivado a se expressar, sem censuras, sentimentos, memórias e fantasias, as quais localizarão o analista a realizar as suas intervenções de forma aberta e receptiva (atenção flutuante) e captar padrões inconscientes no discurso do paciente, com neutralidade. Com esses conteúdos, realiza se no setting terapêutico (local, horários estabelecidos com segurança para a revelação dos conteúdos dos pacientes) o processo de interpretações dos conteúdos trazidos pelo paciente, com hipóteses, significados do inconsciente, com falas, conteúdos, sonhos, lapsos e resistências (conteúdos de sofrimento, traumas e recalques).
Esses conteúdos são captados pelo analista através da fala e dos sentimentos que o discurso é trazido (transferência), utilizando os numa elaboração e numa devolutiva com falas, insights e contribuições para promover a saúde psíquica do paciente. Essa descrição é um princípio básico das intervenções baseadas em psicanálise, em que
Como está? Na terapia psicanalítica o comportamento de falar "tudo na cara" pode ser observado com algumas possíveis interpretações como, por exemplo, a capacidade de filtrar pensamentos, de observar princípios de realidade, numa adaptação social, com questionamentos no contato com o outro, de não sublimar parte dos impulsos instintivos e percepções empáticas. Isto é, priorizar a percepção da expressão própria em detrimento do outro.
Expressar "tudo" sem filtro pode ser uma forma de acting out (passagem ao ato), em que se descarrega o conflito interno diretamente no exterior, sem elaboração psíquica. Pode ser um traço de personalidade, baseado numa construção histórica da pessoa e das relações constituídas (como em pessoas consideradas "direitas" ou "sinceras demais"), com um funcionamento psíquico particular, não necessariamente patológico.
O que é válido é se tal traço traz problemas de relações interpessoais, questionamentos de auto comportamento, prejuízos sociais e psíquicos que despertam conflitos, angústias de sofrimento. Aqui vejo uma itervenção e um aconselhamento de um processo de psicoterapia. A terapia poderia ajudar a investigar suas raízes inconscientes. Uma observação, uma interpretação, uma introdução do possível processo que podemos trabalhar num futuro.
Como está? Pergunta interessante, que norteia muitas dúvidas que sempre acompanho. Na terapia psicanalítica objetiva se explorar seus pensamentos, sentimentos, emoções, memórias e sonhos de forma livre e aberta, sem um roteiro pré-definido. Como sempre converso com os clientes: a terapia é sua. Ritmo, desejos do que trabalhar é de acordo com o desejo de trazer sentimentos, períodos de tempo, a demanda da pessoa.
Com o desenvolver do processo terapêutico, elabora se uma linha de exploração de memórias, sentimentos vividos, conflitos, experiências passadas, relacionamentos interpessoais, preocupações que orbitam as vivências da pessoa. Vive se com o profissional tais experiências (transferência) de confiança, irritação, resistência, em que o analista capacitado viverá contigo e serão trabalhados no processo.
Fato muito importante é ter liberdade, não se preocupar em falar o "correto", mas, sim os sentimentos reais que permeiam a sua realidade, espontaneidade. Aqui é uma introdução do possível processo que podemos trabalhar num futuro e
Como está? Vejo que a presente demanda necessita de cuidados bem específicos. Sinto na sua descrição um sofrimento psíquico intenso, com traços que podem trazer características como angústia de desamparo, defesas contra o contato social e a presença de repetições que trazem os sintomas de sofrimentos. A reação de "agonia" e necessidade de fugir (como correr para o banheiro) pode indicar que o contato com as outras pessoas desencadeia uma angústia primitiva, sem palavras, relacionadas a experiências muito precoces.
Assim como o tamponar os ouvidos e o choro sugerem um retraimento de autopreservação, para tentar se proteger de uma percepção de excesso de estímulos que sente como invasivos. Ao mencionar o não marcar consulta e não comparecer. Pode ser uma ambivalência manifesta, com um desejo de mudança (marcar) mas, há também um medo inconsciente do que pode emergir nesse encontro com o psicólogo, um novo que está fora de uma possível percepção de controle, que traz um possível risco de "desmoronar", uma resistência contra reviver, na terapia, experiências de abandono, julgamento ou invasão.
Você já deu o primeiro passo ao escrever o seu sofrimento, registre para ti em escrita e numa possível demonstração para um profissional. Colocar no papel o que não se consegue falar pode auxiliar a reduz a ansiedade. O próximo passo pode ser o permitir que alguém testemunhe isso aos poucos, no seu ritmo, flexível.
Como está? Na psicanálise freudiana, temos diferentes formas de abordar as neuroses, em que são as três grandes principais, a neurose fóbica, a neurose histérica e a neurose obsessiva. A diferença entre as duas primeiras está principalmente nos mecanismos de defesa predominantes e na forma como o conflito psíquico se manifesta. Na neurose fóbica há o deslocamento da angústia para um objeto externo (fobia), enquanto a neurose histérica trabalha com mecanismos de recalques, em que há uma conversão do conflito em sintomas psicossomáticos e/ou manifestações emocionais intensas.
Nas duas ocorrências, são respostas a uma percepção de desejos inconscientes abordados como ameaçadores, cujos mecanismos de defesa e as manifestações sintomáticas são bem diferentes. Na terceira, temos a manifestação de uma fixação de uma idéia, de um fato que a pessoa não consegue ressignificar, muitas vezes por falta de conseguir viver um sentido, a incapacidade de instrumentações psíquicas,numa repetição que traz muito sofrimento, imobilizações e dúvidas.
Apresentei uma ilustração muito simples e numa tentativa didática de exposição. Qaulquer dúvida, desejo de realizar um procedimento analítico, estu à disposição pleos meus contatos. Fique bem e
Como está? A análise Junguiana trabalha pontos que abordam os traumas de um paciente adulto de maneira profunda e simbólica, com a busca de integrar aspectos conscientes e inconscientes, isto é, a interagir o processo de análise que visa desfazer os laços dos complexos (situações de questionamentos, traumas e sofrimentos) e posterior desenvolvimento do cliente com base na exploração do Inconsciente Pessoal e Coletivo, no objetivo de realizar o processo de individuação (evolução existencial da pessoa).
Busca se, assim, a compreensão do trauma no presente, com a probabilidade de cura do tema trabalhado e na criação de novas referências, significados para a vida do cliente. Trouxe um síntese de como seria um procedimento analítico e deixo meu convite para entrar em contato comigo para elaborarmos as suas dúvidas, vivências e padecimentos.
O foco da psicanálise freudiana é centrado na investigação e análise do inconsciente e a resolução de conflitos psíquicos (traumas, neuroses), os quais são vividos no bloqueio, repetições e na dinâmica entre pulsões, defesas e experiências passadas da história do cliente, especialmente com conteúdos psíquicos não significados e integrados. Com estes conteúdos em mãos, busca se a cura dos sintomas e traumas, as ressignificações dos mesmos que facilitam a elaboração e conscientização das vivências (insight + mudança). Busca se, assim, a transformação de neuroses em autoconhecimento, evolução da personalidade e estrutura psíquica. Qualquer dúvida,
Na abordagem junguiana (psicologia analítica) busca se restabelecer o equilíbrio emocional, as observações de vivências sociais, no trabalho com o inconsciente pessoal e de suas interligações com o Inconsciente pessoais de terceiros e com o inconsciente coletivo. Assim, busca se o processo de individuação, evolução da pessoa na sua integralidade em si e na interação com ambiente.
Usa se de conteúdos dos arquétipos, que são vivenciados através de associações históricas, sociais, mitológicas, para enriquecer as vivências do cliente e facilitando o processo de individuação. Qualquer dúvida a mais,
Na abordagem junguiana, a diferença entre antissocial e introvertido é significativa e está embasada na teoria dos tipos psicológicos de Carl Jung. Isto é, para Jung, o equilíbrio entre extroversão e introversão é essencial para a individuação (processo de autoconhecimento e integração psíquica). O comportamento antissocial patológico é observado como um desequilíbrio intenso, de alta variação, com possibilidade de ligação a vivências traumáticas e com dificuldades de integrações de traços do conteúdo da sombra.
Tal quadro traz a necessidade de acompanhamento clínico, com auxílio de profissionais da saúde capacitados no auxílio direto da pessoa em sofrimento, assim como de quem tem interações com a mesma. Para outras informações mais detalhes, entre em contato comigo para tirar as suas dúvidas e, quem sabe e de acordo com o seu desejo, vivenciar um procedimento analítico enriquecedor.
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